segunda-feira, 1 de setembro de 2014

LIBERTAÇÃO DO PASSADO

(Texto aplicado à Mesa I)

Uma mulher foi visitar o seu pai, que era um iogue muito respeitado na região sul da Índia antiga. Assim que os dois se encontraram, moça disse:
- Pai, sempre observo como você é respeitado pelas pessoas. Queria ter toda essa tranquilidade que você tem. Como faço para conseguir paz em minha vida?
O pai olhou sua filha, ficou feliz pela pergunta e disse:
- Filha, deixe isso de lado um pouco. A paz é algo ainda distante. Comece, por enquanto, jogando fora algumas coisas em sua casa que você não precisa e que não te trazem boas lembranças.
A filha ficou visivelmente contrariada. Não entendia a atitude do pai. Sendo um homem tão sábio, por que dava orientações a todos, mas se negava a ensinar sua própria filha?
A moça retornou ao seu lar e sentiu que, realmente, seria um bom momento de se desfazer de alguns pertences que já não utilizava. Estava mesmo sentindo que sua casa precisava esvaziar-se de algumas tralhas.
Primeiro de tudo, resolveu localizar os objetos dos quais não mais necessitava. Pegou antigos presentes usados, roupas velhas, sapatos furados, bijuterias e até algumas cartas de antigos namorados. Conforme ia pegando nas roupas rasgadas, surgiam lembranças dos momentos em que as usou. Levantou bastante poeira movimentando tudo, tirando do lugar e se jogando fora. Não foi nada fácil desapegar-se de certos pertences, em especial aqueles que lembravam momentos bons e ruins. Demorou algumas horas, mas a moça pôde revisitar muitas fases diferentes de sua vida, senti-las, chorar, observar o que pensava e como via o mundo em diversas épocas, e finalmente jogar tudo fora.
Após toda essa experiência com seu passado, estava se sentindo diferente. Sentiu-se mais tranquila, mais leve e mais livre de tudo. Sentia, pela primeira vez em muitos anos, uma paz que a preenchia por inteiro.
Alguns dias depois, foi novamente visitar seu pai e contou todo o ocorrido.
O pai virou-se para ela e disse:
- Filha, quando você me perguntou como fazia para conseguir paz em sua vida, eu te dei a resposta, e você iniciou esse processo. Desfazendo-se de alguns objetos do passado, você pôde seguir os sete passos da libertação.
- Eu segui? - Perguntou a filha surpresa. – Mas que passos são estes?
O pai respondeu:
- O primeiro passo é agir para resolver um problema. No caso, você sentia a intranquilidade, e começou a buscar uma solução para isso. A ação que procura solucionar um sintoma e entender que precisamos nos libertar disso. Essa é a fase do início da busca.
- O segundo passo é localizar a fonte do problema. Em sua casa, você procurou os objetos que teria que jogar fora. Isso equivale, no plano emocional, a buscar o local exato da origem do problema. Essa é a fase da localização.
O terceiro passo é rever o problema e senti-lo intensamente como se ele estivesse ocorrendo agora. Cada pertence que você encontrou, vieram lembranças muito emocionais, você recordou cenas e acontecimentos e colocou para fora os últimos resquícios desses sentimentos. Ninguém se liberta de alguma situação não resolvida ou de alguma experiência mal digerida do passado se não a sente novamente. Essa é a oportunidade de liberar das emoções acumuladas.
O quarto passo é desapegar-se daquilo. Algumas pessoas relembram o passado, mas como ainda continuam apegadas a ele, permanecem presas. No momento que você o jogou fora, você consolidou que não precisava mais daquilo e se desfez do que te prendia. No plano interior, o desapego não é exatamente uma ação, mas uma escolha.
O quinto passo é perdoar qualquer mal ou prejuízo que o passado tenha nos causado. Isso implica no perdão de maus tratos, ofensas, agressões, frustrações, etc. Quando você pegou as cartas de ex-namorados, você já estava tranquila interiormente e pôde perdoa-los de qualquer mal que tenham feito a você. Se não tivesse perdoado, ainda estaria apegada a eles de alguma forma. É importante perdoar o algoz, mas também perdoar a nós mesmos por termos errado. O perdão dos próprios erros é fundamental; Afinal, somos todos imperfeitos e estamos sempre sujeitos a erros.
O sexto passo é tentar entender porque tivemos que experimentar aquilo. Qual o motivo daquele sofrimento, daquela dor, daquela doença, ou de qualquer mal que nos acometeu. Que responsabilidade tivemos em sua produção? Após rever nossa responsabilidade nisso, é importante arrepender-se de qualquer mal feito e também pedir perdão a nós mesmos. Rever o passado nos ajuda a chegar ao sétimo e último passo.
O sétimo passo é o aprendizado final. Toda experiência deve ser transformada em aprendizado. Ela deve trazer um significado para nós, e isso deve servir para evitar erros futuros. O aprendizado é a libertação final do passado, pois ele evita que os erros do passado sejam reeditados em novas formas no futuro. Lembrando sempre que os erros passados que não foram aprendidos podem ser repetidos num futuro próximo ou distante. Portanto, o aprendizado é fundamental e é o último passo para a libertação e para o encontro com a paz.
Do Autor Hugo Lapa

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

NOTA DE R$ 100,00

(Texto aplicado à Mesa I)

Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas, segurando uma nota de R$ 100,00. Ele perguntou: “Quem de vocês quer esta nota de R$ 100,00?” Todos ergueram a mão...
Então ele disse: “Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas primeiro, deixem-me fazer isto...” Então, ele amassou totalmente a nota. E perguntou outra vez: “Quem ainda quer esta nota?” As mãos continuavam erguidas.
E continuou: “E se eu fizer isso...” Deixou a nota cair no chão, começou a pisá-la e esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora já imunda e amassada e perguntou: “E agora?” “Quem ainda vai querer esta nota de R$ 100,00?” Todas as mãos voltaram a se erguer.
O palestrante voltou-se para a plateia e disse que lhes explicaria o seguinte: “Não importou o que eu fiz com o dinheiro, vocês continuaram a querer esta nota, porque ela não perdeu o seu valor”.
Esta situação também acontece conosco. Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados, tropeçamos nos obstáculos, encaramos situações que parecem impossíveis de resolver e ficamos nos sentindo sem importância. Mas não devemos nos sentir assim! Jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa! Nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas pelo que fazemos e sabemos.
Agora, reflita bem e procure em sua memória: Nomeie as 5 pessoas mais ricas do mundo; Nomeie as 5 últimas vencedoras do concurso de Miss Universo; Nomeie 10 vencedores do prêmio Nobel; Nomeie os 5 últimos vencedores do prêmio Oscar, como melhores atores ou atrizes.
Como foi? Mal, né? Difícil de lembrar? Não se preocupe. Ninguém de nós se lembra dos melhores de ontem. Os aplausos vão-se embora. Os troféus ficam cheios de pó. Aparecem novos nomes de destaque no mundo...
Agora faça o seguinte: Nomeie 3 professores que te ajudaram na tua verdadeira formação; Nomeie 3 amigos que já te ajudaram nos momentos difíceis; Pense em algumas pessoas que te fizeram sentir alguém especial; Nomeie 5 pessoas com quem gosta de passar o seu tempo.
Como foi? Melhor, não é verdade? As pessoas e os momentos que marcam a nossa vida não são os que têm as melhores credenciais, com mais dinheiro ou os melhores prêmios. São aqueles nos quais temos pessoas que se preocupam conosco, que cuidam de nós... Aquelas que, de algum modo, estão ao nosso lado. Os momentos inesquecíveis são aqueles em que temos a certeza de que não poderíamos estar mais felizes em outra situação, que de tão importantes ficarão na lembrança pra sempre... Aqueles que não queremos que acabem nunca...
E você, em que lista quer estar?

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

CASTELOS DE AREIA

(Texto aplicado à Mesa I)

Sol a pino. Maresia. Ondas ritmadas. Na praia, está um menino. Ajoelhado, ele cava a areia com uma pá de plástico e a joga dentro de um balde vermelho. Em seguida, vira o balde sobre a superfície e o levanta. Encantado, o pequeno arquiteto vê surgir diante de si um castelo de areia. Ele continuará a trabalhar a tarde inteira. Cavando os fossos. Modelando as paredes. As rolhas de garrafa serão as sentinelas. Os palitos de sorvete serão as pontes. E um castelo de areia será construído.
* * *
Cidade grande. Ruas movimentadas. Ronco dos motores dos automóveis.
 Um homem está no escritório. Em sua escrivaninha, ele organiza pilhas de papéis e distribui tarefas. Coloca o fone ao ouvido e faz uma chamada. Como num passe de mágica, contratos são assinados e, para grande felicidade do homem, são fechados grandes negócios. Ele trabalhará a vida inteira. Formulando planos. Prevendo o futuro. As rendas anuais serão as sentinelas. Os ganhos de capital serão as pontes. Um império será construído.
* * *
Dois construtores de dois castelos. Ambos têm muita coisa em comum: fazem grandezas com pequeninos grãos... Constroem algo do nada. São diligentes e determinados. E, para ambos, a maré subirá, e tudo terminará.
Contudo, é nesse ponto que as semelhanças terminam. Porque o menino vê o fim, ao passo que o homem o ignora. Observe o menino na hora do crepúsculo. Quando as ondas se aproximam, o menino sábio pula e bate palmas. Não há tristeza. Nem medo. Nem arrependimento. Ele sabia que isso aconteceria. Não se surpreende. E, quando a enorme onda bate em seu castelo e sua obra-prima é arrastada para o mar, ele sorri... Sorri, recolhe a pá, o balde, segura a mão do pai e vai para casa.
O adulto, contudo, não é tão sábio assim. Quando a onda dos anos desmorona seu castelo, ele se atemoriza... Cerca seu monumento de areia, a fim de protegê-lo. Tenta impedir que as ondas alcancem as paredes. Encharcado de água salgada e tremendo de frio, ele resmunga para a próxima onda. É o meu castelo, diz em tom de afronta.
O mar não precisa responder. Ambos sabem a quem a areia pertence... Talvez você não saiba muito sobre castelos de areia. Mas as crianças sabem. Observe-as e aprenda.

Vá em frente e construa, mas construa com o coração de uma criança. Quando chegar a hora do pôr-do-sol e a maré levar tudo embora, aplauda. Aplauda o processo da vida, segure a mão do Pai e confie, pois amanhã o sol tornará a brilhar e você ainda possuirá forças pra construir... Só que agora, entendendo que tudo acontece no momento certo e que aquilo que ao mar pertence, sempre volta pro mar... E aquilo que é seu, continuará com você apesar do fim do dia!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ENSINANDO O CAVALO A VOAR

(Texto aplicado à Mesa I)

Vamos dividir a palavra preocupação em duas partes: pré-ocupação. Ou seja, ocupar-se de algo antes que aconteça ou, morrer de véspera. Tentar resolver problemas que ainda não tiveram tempo de se manifestar. Imaginar que as coisas, quando chegam, sempre escolhem seu pior aspecto. Muitas vezes o desespero faz cegar os olhos às soluções simples. Para tudo há solução e, para o que não há, eis aí a solução! Há, é claro, muitas exceções. Uma delas é o herói desta pequena história:
Um velho rei da Índia condenou um homem à forca. Assim que terminou o julgamento, o condenado lhe pediu:
- Vossa Majestade é um homem sábio e curioso a respeito de tudo que seus súditos conseguem fazer. Respeita os gurus, os sábios, os encantadores de serpentes e os faquires. Pois bem. Quando eu era criança, meu avô me transmitiu a técnica de fazer um cavalo branco voar. Não existe mais ninguém neste reino que saiba isto, de modo que minha vida deve ser poupada.
O rei imediatamente mandou trazer um cavalo branco.
- Preciso ficar dois anos com este animal – disse o condenado.
- Você terá dois anos – respondeu o rei, a esta altura meio desconfiado – Mas, se este cavalo não aprender a voar, será enforcado.
O homem saiu dali com o cavalo, feliz da vida. Ao chegar em casa, encontrou toda a família em prantos.
- Você está louco? – gritaram todos – Desde quando alguém desta casa sabe fazer um cavalo voar?
- Não se preocupem – respondeu ele – Primeiro, nunca alguém tentou ensinar um cavalo a voar, e pode ser que ele aprenda. Segundo, o rei está muito velho e pode morrer nesses dois anos. Terceiro, o animal também pode morrer, e eu conseguirei mais dois anos para treinar um novo animal. Isso sem contar a possibilidade de revoluções, golpes de Estado, anistias gerais. Finalmente, se tudo continuar como está, eu ganhei dois anos de vida, e neles poderei fazer tudo o que tiver vontade. Vocês acham pouco?

Por vezes a vida nos traz momentos que parecem não ter solução. Desesperamo-nos e na ânsia de resolver algo que ainda não aconteceu, acabamos por antecipar problemas que talvez nem chegassem a se concretizar. Uma visão positiva e otimista de futuro pode mudar essa perspectiva. A confiança em você associada à fé, podem evitar que você perca seu tempo tentando antecipar possibilidades. Já ouviu a expressão “peru de Natal é que morre na véspera”? Pois é... Cada coisa tem um tempo e uma hora e nossas atitudes podem alterar o porvir. Pense nisso e aguarde o tempo certo do acontecer. Não se desespere e confie. Quem sabe amanhã não lhe reserve boas surpresas?... Se você já se tem o “NÃO”, o que te custa esperar que aconteça um “SIM”?

Pense nisso!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

VALORIZE-SE PARA CRESCER

(Texto enviado por Gisele)

Cada dia que a gente vive na Terra é um dia significativo demais para nós. Embora seja muito difícil viver no mundo - difícil, não por causa do mundo, mas por causa da gente - somos os únicos seres racionais que respiramos, sobre o planeta. Desse modo, todo tipo de confusões é gerado por nós, os seres inteligentes da criação de Deus.
Os animais seguem seu ciclo naturalmente. O que eles fazem está dentro da Lei do determinismo, do instinto. Os animais não erram jamais. Um predador, quando destrói o outro, o faz para comer e não apenas pelo prazer de destruir.
Quando olhamos as estações do ano, vemos como são regulares. Em todos os anos, as coisas se comportam do mesmo jeito. No inverno é frio, o verão é quente, o outono de folhas amareladas e muito fruto e, naturalmente, a primavera de flores.
O sol nasce sempre no mesmo lugar e se depõe sempre no mesmo lugar. O luar realiza o mesmo trabalho, a mesma qualidade de luar. Desde que os primeiros homens aportaram ao mundo, o luar é o luar. É uma chuva de prata sobre a Terra. E o sol a pino no meio dia é uma gargalhada de pingentes de ouro que a Divindade derrama sobre o mundo.
Então, se faz necessário que aprendamos a crescer para sermos dignos de todas essas bênçãos que Deus nos concede a cada dia. É importante que a gente cresça, é necessário que a gente cresça, é indispensável esse crescimento.
Não podemos esquecer que foi Jesus Cristo que nos disse que era importante que fôssemos perfeitos, quão perfeito é o nosso Pai Celestial. Isso é um desafio. Naturalmente que não seremos perfeitos como Deus é perfeito. Mas, quando Jesus Cristo nos disse isto, é que Deus é a referência, a Ideia Divina é a referência para que marchemos para lá, através dos ensinamentos de Cristo.
Foi Ele também que nos disse:
Eu sou o Caminho, eu sou a Verdade, eu sou a Vida e ninguém chegará ao Pai se não for por mim.
Logo, essa direção que Ele nos aponta, esse sentido Divino que Ele nos dá, deverá ser percorrido através dos Seus ensinamentos. Então, para que se realize o nosso crescimento, será necessário que cada qual de nós se valorize.
E como é que a gente se valoriza? É muito interessante pensar nisso, porque há pessoas, variadíssimas pessoas no mundo, que têm um senso de auto-respeito muito comprometido. Dizemos que são pessoas que têm a auto-estima muito baixa. A estima por si mesmo é muito baixa nesse ou naquele indivíduo. E quando a nossa auto-estima é baixa, a gente começa a se desvalorizar, começamos a nos implodir, passamos a nos destruir a nós mesmos.
Quem sou eu? Eu não sou capaz disso não. Eu nunca vou aprender isso. Isso eu nunca serei capaz de fazer. Eu não sei isso. Quanta gente vive assim, se lamuriando, se destruindo. Não é a vida que determinou isso para ela, não foi Deus que determinou isso para ela, é ela mesma que se vai destruindo. A auto-estima baixa.
Será importante que aprendamos a desenvolver por nós mesmos, a fim de crescermos, essa auto-estima alta, esse auto-respeito brilhante, nutrido, capaz de nos fazer dizer diante de uma dificuldade, por exemplo, ao invés de,:
Nunca vou aprender isto! dizermos: Eu ainda vou aprender isto!
Ao invés de dizer: Eu nunca serei capaz de dizer isto! Eu ainda farei isto. -  Logo mais eu vou aprender isto. Eu ainda não sei, ainda não sei!
E, dessa maneira, nos lembramos de Jesus outra vez, nosso Modelo e nosso Guia como Ele é. Disse Jesus e o Evangelista Marcos escreveu:
Tudo é possível àquele que crê.
Isso porque quando nós cremos que as coisas vão acontecer, passamos a trabalhar com tal entusiasmo, com impulso interno, que fazemos com que as coisas aconteçam.
E Jesus Cristo nos diz ainda:
Tudo aquilo que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos atenderá.
Pedir ao Pai não significa que Ele nos dará de graça. Significa que vamos correr atrás, vamos buscar. Em nome do nosso crescimento é preciso que a gente se valorize.
* * *
Todas as vezes que estivermos pensando em nossa valorização, não poderemos ser pessimistas, imaginando-nos sempre pessoas incapazes. Temos que fazer o contrário. Somos filhos de Deus, carregamos essa marca da Divindade. Tudo é possível àquele que crê que pode fazer. Tudo é possível a nós, desde que o queiramos.
Vós sois deuses... Vós sois o sal da Terra... Vós sois a luz do mundo...
Tantas coisas temos ouvido de Jesus Cristo, nesses dois milênios que nos separam de Sua estada na Terra, que nos faz ter esse brio próprio, que não tem nada a ver com orgulho nem vaidade. É esse auto-respeito, essa capacidade de buscar em nós e ao nosso derredor, aquilo que nos faça crescer, aquilo que seja fruto de nossa auto-valorização.
Estudar, por exemplo. Não adianta ficarmos dizendo: Isto não entra na minha cabeça! Eu não tenho cabeça para isto! Porque apenas vamos fixando negatividades. Apenas vamos confirmando a nossa tese de incapacidades.
É importante que digamos: Eu ainda vou aprender isto, mesmo que demore. Um dia, eu chegarei lá! Eu serei apto a fazer isto. Vou aplicar-me para fazer isto!
Sempre as expressões afirmativas. Exatamente por causa dessas expressões afirmativas, nós iremos conquistando as coisas gradativamente e aí seremos pessoas capazes de se valorizar no trabalho profissional.
Nunca nos conformemos em fazer o trabalho sob nossos cuidados da mesma forma, da mesma maneira medíocre. Estaremos sempre desejosos de nos aperfeiçoar, de fazer de uma maneira diferente, de embelezar mais o nosso trabalho, de torná-lo um trabalho feito melhor, mais rapidamente, de forma eficiente para que ele seja eficaz. Então, nós vamos crescendo.
Aquela pessoa que aprendeu a cozinhar muito lentamente, muito vagarosamente, ora salgava a comida, ora deixava dura, vai se desenvolvendo de tal maneira que se torna uma pessoa apreciada por todos aqueles que gostam dos seus pratos, dos seus preparos.
Aqueles que aprenderam a cantar, a princípio desafinados, desentoados, mas vão se aprimorando, vão fazendo aulas, vão fazendo cursos, vão treinando e se tornam verdadeiras cotovias.
Aqueles que começaram a jogar futebol como pernas de pau, como dizemos popularmente, aqueles que não sabiam de que lado estava o seu gol, vão observando, vão olhando, vão aprendendo, vão treinando e daí a pouco são uns verdadeiros craques.
Cada vez que a gente vai se aprimorando, vamos crescendo. A gente vai crescendo E é tão importante que vamos aprendendo com isso a gostar mais de nós. Vamos conseguindo nos amar melhor, nos amar mais e, desse modo, a vida vai tendo um outro sabor para nós, outro sentido para nós.
Aprenderemos que a palavra de Deus não é simplesmente a palavra que está escrita na Bíblia. A palavra de Deus é toda palavra boa, toda palavra que vem para construir o bem, para reerguer a alma, para nos fazer felizes. Dita por uma criança, por um velho, por um jovem, por um professor, dita por um orador, dita por um religioso. Toda expressão boa representa a Lei de Deus. É a palavra de Deus.
Vamos amadurecendo os nossos conceitos, vamos aprendendo a nos valorizar, a não jogar pérolas aos porcos. Se as pessoas estão zombando de nós ou da nossa crença, ou do nosso modo de pensar, nós as respeitamos. E para demonstrar que as respeitamos, nos respeitamos a nós mesmos com a auto-estima alta.
Porque só será possível que amemos o próximo, quando aprendermos a amar a nós mesmos, como propôs Jesus de Nazaré: Amai o vosso próximo como amai a vós mesmos.
E a partir disso, vamos verificar que a nossa vida será valorizadíssima. Cresceremos ao infinito, sob a luz do nosso Mestre Jesus.


Adaptação da Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 102, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná, retirado na página: http://espiritualidadeeumbanda.blogspot.com.br/2013/10/valorize-se-para-crescer.html

segunda-feira, 28 de julho de 2014

SACUDINDO A TERRA

(Texto aplicado à Mesa I)

Um dia, o cavalo de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria.
Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.
Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que o cavalo já estava muito velho e não servia mais para nada, e também o poço já estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. 
Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o cavalo de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o cavalo.
Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.

O cavalo não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele, e chorou desesperadamente. 
Porém, para surpresa de todos, o cavalo aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou.
O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu. A cada pá de terra que caía sobre suas costas o cavalo a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão.
Assim, em pouco tempo, todos viram como o cavalo conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.
A vida vai lhe jogar muita terra, todo o tipo de terra. Principalmente se você já estiver dentro de um poço.
O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela.
Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que te jogam para seguir adiante!
Recorde as 5 regras para ser feliz:
1-               Liberte o seu coração do ódio.
2-               Liberte a sua mente das preocupações.
3-               Simplifique a sua vida.
4-               Dê mais e espere menos.
5-      Ame mais e... aceite a terra que lhe jogam, pois ela pode ser a solução, não o problema.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O POUCO COM DEUS

(Texto enviado por Gisele)

"O pouco com Deus é muito”...
Quantas vezes você já ouviu esse ditado? Quantas vezes você imediatamente pensou na pobreza, em coisas pequenas? Quantas vezes você não teve a visão de  que o "pouco" eram as coisas, que o pouco é qualquer coisa material. Que devemos nos contentar com o que a vida oferece? O pouco somos nós!
Somos nós que nos defrontamos com nossos adversários interiores: o orgulho, a vaidade, a presunção de que somos "algo mais", que nos julgamos superiores a essa ou aquela pessoa, que nos gabamos de nossos diplomas, que fugimos das feridas de nossos "irmãos" caídos, que levantamos o dedo para acusar, apontamos os defeitos dos outros, gritamos para encobrir nossos erros.
O pouco com Deus, ou seja, nós mesmos com Deus podemos ser muito mais, ter muito mais, desde que deixemos de lado a nossa "presunção", pois o "Reino de Deus" se apresenta com simplicidade, chega aos corações pedindo apenas a capacidade de amar. Amar sem pesar, sem cobrar, sem exigir troca.
Definitivamente creia: Deus não é vingativo,  não fica espreitando as suas atitudes para  cobrar, Deus espera, Deus ama, Deus acolhe!
É com essa mensagem que Jesus se dirige  mais uma vez, aos aflitos, aos que tem sede e fome de justiça,
os que perderam a luz em algum ponto, e não enxergam saída. Jesus, convida para um abraço que reconforta, sem cobrar nada, sem apontar erros, apenas acolher seus sonhos, separar o que é imaginação da realidade, segurar na sua mão e apontar o infinito, mostrar que além de todas as conquistas  transitórias da vida, o que realmente importa é o bem que podemos fazer.
O que liberta, o que salva, o que transforma é o bom e velho amor. Então, comece por você!
Perdoe-se! Encontre-se! Esforce-se um pouco mais! E se a estrada parecer penosa, e se a solidão chegar, se não ver ninguém no caminho, lembre-se de olhar para o alto, Eis Jesus sorrindo e pedindo, segue confiante: Eu estou contigo!
Sempre...

Paulo Roberto Gaefke

segunda-feira, 14 de julho de 2014

REFLEXÃO DO DIA: A VIDA É CHEIA DE DESAFIOS

(Texto aplicado à Mesa I)

A vida é cheia de desafios. Todo obstáculo, todo desafio que a vida nos oferece, apresenta riscos. Por isso, temos que ter cuidado com as escolhas. Correr riscos é diferente de assumir riscos.
Correr riscos significa agir sem as informações necessárias para a tomada de decisão, sem um planejamento adequado para alcançar o sucesso. Correr riscos é falta de preparo, coisa de amadores.
Assumir riscos significa conhecer o tamanho do risco e o seu fôlego, suas condições e recursos para enfrentá-lo. Assumir riscos é uma atitude inteligente, baseada na razão e no conhecimento.
Só amadores correm riscos. Profissionais assumem riscos.
Se você quer vencer, não se permita correr riscos. Conheça-os e reflita sobre eles. Assuma riscos de forma consciente.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

UMA REFLEXÃO...

(Texto enviado por Gisele)

Uma noite, um velho índio contou ao seu neto sobre a guerra que acontece dentro das pessoas.
Ele disse:
-A batalha é entre dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego. O outro é Bom. É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:
-Qual lobo vence?
O velho índio respondeu:
-Aquele que você alimenta..."

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O SONHO DAS TRÊS ÁRVORES

(Texto aplicado à Mesa I)

Três árvores conversavam na floresta sobre os seus sonhos para o futuro.
A primeira disse que queria, ao ser cortada, transformar-se em uma lindíssima caixa de jóias e sentir-se importante em conter dentro de si os mais ricos tesouros que o mundo conhecesse.
A segunda disse que queria transformar-se em belo e formoso navio e transportar os mais importantes reis e príncipes.
A terceira disse que não queria ser cortada, queria crescer e crescer em direção ao céu a ponto de tocar em Deus.
O tempo passou e as três foram cortadas.
Muito tempo depois, encontraram-se no paraíso celestial das árvores e, conversando, perguntaram o que havia ocorrido a cada uma.
- Você se transformou em uma linda caixa de jóias? – perguntou a segunda à primeira.
- Não – disse a amiga – não foi isso o que aconteceu. Eu me transformei em uma cocheira, mas sabe que vivi grandes emoções? Um dia, um casal com um recém-nascido entrou na estrebaria em Belém e repousaram a criancinha sobre mim. Naquele exato momento, senti que abrigava a maior de todas as jóias.
- E você – perguntou a primeira à segunda – se transformou em um grande navio e transportou os mais importantes reis e príncipes?
- Não! Fui convertida em uma singela canoa de pescadores, mas sabe que também tive grandes emoções? Um dia estávamos no meio de uma tempestade, quase indo a pique, e um homem levantou-se e disse: “Águas e ventos, serenai”. E as águas e ventos serenaram. Pensei: “Quem será este ao qual até a natureza obedece? Deve ser o maior de todos os reis”.
- E você, o que lhe aconteceu? – perguntaram à terceira árvore. – Cresceu tanto quanto queria?
Ela respondeu-lhes:
- Não. Fui cortada para uma finalidade triste, fui transformada em uma cruz e um dia pregaram em mim um homem que dizia que seu reino não era deste mundo. Mas naquele momento eu vivi uma emoção incrível. No momento em que cravavam as mãos do homem em mim, naquele exato momento eu senti que toquei em Deus!

(Do livro Atitudes Vencedoras, de Carlos Hilsdorf)