segunda-feira, 22 de setembro de 2014

CONHECIMENTO E SABEDORIA

(Texto aplicado à Mesa I)

Dois discípulos procuraram um mestre para saber a diferença entre Conhecimento e Sabedoria. O mestre disse-lhes:
Amanhã, bem cedo coloquem dentro dos sapatos, vinte grãos de feijão, dez em cada sapato, subam em seguida a montanha que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado.
No dia seguinte, os jovens discípulos começaram a subir o monte. Lá pela metade do caminho, um deles estava padecendo de grande sofrimento, seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito.
O outro subia naturalmente a montanha.
Quando chegaram no topo, um estava com o semblante marcado pela dor; o outro sorridente. Então o que mais sofreu durante a subida, perguntou ao colega:
-Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?
O companheiro respondeu:
-Meu caro colega, ontem a noite cozinhei os vinte grãos de feijão.

É comum que se confunda CONHECIMENTO E SABEDORIA, mas essas são coisas diferentes. Se prestarmos atenção, podemos verificar que a diferença é clara e visível.
O conhecimento é o somatório das informações que adquirimpos, é a base daquilo que chamamos de cultura. Podemos adquirir Conhecimento sem vivermos uma experiência fora dos livros e das aulas teóricas. Podemos nos tornar cultos sem saírmos da reclusão de uma biblioteca.
Já a Sabedoria, por outro lado é o reflexo da vivência, na prática, quer pela experimentação, quer pela observação,da utilização dos conhecimentos préviamente adquiridos. Para ser sábio é preciso viver, experimentar, ousar, ponderar, amar, respeitar, ver e ouvir a própria vida.
É preciso buscar, sim o conhecimento, informação. Deve-se atentar para não se tornar alguém fechado em si mesmo e no próprio processo de aprendizado. Fazer isso é o mesmo que iniciar uma viagem e se encantar tanto com a estrada a ponto de se esquecer para onde se está indo. E isso não parece ser uma atitude muito sábia.
Então sejamos sábios:
Vivamos! Amemos e compartilhemos o que há em nossos corações!
E que saibamos cozinhar nossos feijões...

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

QUANTO CUSTA UM MILAGRE?

(Texto aplicado à Mesa I)
Uma garotinha esperta, de apenas seis anos de idade, ouviu seus pais conversando sobre seu irmãozinho mais novo.
Tudo que ela sabia era que o menino estava muito doente e que estavam completamente sem dinheiro.
Iriam se mudar para um apartamento num subúrbio, no próximo mês, porque seu pai não tinha recursos para pagar as contas do médico e o aluguel do apartamento.
Somente uma intervenção cirúrgica muito cara poderia salvar o garoto, e não havia ninguém que pudesse emprestar-lhes dinheiro.
A menina ouviu seu pai dizer a sua mãe chorosa, com um sussurro desesperado: Somente um milagre poderá salvá-lo.
Ela foi ao seu quarto e puxou o vidro de gelatina de seu esconderijo, no armário. Despejou todo o dinheiro que tinha no chão e contou-o cuidadosamente, três vezes.
O total tinha que estar exato. Não havia margem de erro. Colocou as moedas de volta no vidro com cuidado e fechou a tampa. Saiu devagarzinho pela porta dos fundos e andou cinco quarteirões até chegar à farmácia.
Esperou pacientemente que o farmacêutico a visse e lhe desse atenção, mas ele estava muito ocupado no momento.
Ela, então, esfregou os pés no chão para fazer barulho, e nada! Limpou a garganta com o som mais alto que pôde, mas nem assim foi notada.
Por fim, pegou uma moeda e bateu no vidro da porta. Finalmente foi atendida!
O que você quer? Perguntou o farmacêutico com voz aborrecida. Estou conversando com meu irmão que chegou de Chicago e que não vejo há  séculos, disse ele sem esperar resposta.
Bem, eu quero lhe falar sobre meu irmão. Respondeu a menina no mesmo tom aborrecido.Ele está realmente doente... E eu quero comprar um milagre.
Como? Balbuciou o farmacêutico admirado.
Ele se chama Andrew e está com alguma coisa muito ruim crescendo dentro de sua cabeça e papai disse que só um milagre poderá salvá-lo.
E é por isso que eu estou aqui. Então, quanto custa um milagre?
Não vendemos milagres aqui, garotinha. Desculpe, mas não posso ajudá-la. Respondeu o farmacêutico, com um tom mais suave.
Escute, eu tenho o dinheiro para pagar. Se não for suficiente, conseguirei o resto. Por favor, diga-me quanto custa. Insistiu a pequena.
O irmão do farmacêutico era um homem gentil. Deu um passo à frente e perguntou à garota: Que tipo de milagre seu irmão precisa?
Não sei. Respondeu ela, levantando os olhos para ele. Só sei que ele está muito mal e mamãe diz que precisa ser operado. Como papai não pode pagar, quero usar meu dinheiro.
Quanto você tem? Perguntou o homem de Chicago.
Um dólar e onze centavos. Respondeu a menina num sussurro. É tudo que tenho, mas posso conseguir mais se for preciso.
Puxa! Que coincidência, sorriu o homem. Um dólar e onze centavos! Exatamente o preço de um milagre para irmãozinhos.
O homem pegou  o dinheiro com uma mão e, dando a outra mão à menina, disse: Leve-me até sua casa. Quero ver seu irmão e conhecer seus pais. Quero ver se tenho o tipo de  milagre que você precisa.
Aquele senhor gentil era um cirurgião, especializado em neurocirurgia.
A operação foi feita com sucesso e sem custo algum. Alguns meses depois, Andrew estava em casa novamente, recuperado.
A mãe e pai comentavam alegremente sobre a sequência de acontecimentos ocorridos. A cirurgia, murmurou a mãe, foi um milagre real. Gostaria de saber quanto deve ter custado.
A menina sorriu. Ela sabia exatamente quanto custa um milagre...
Um dólar e onze centavos... Mais a fé de uma garotinha...
*   *   *
Não há situação, por pior que seja, que resista ao milagre do amor.
Quando o amor entra em ação, tudo vence e tudo acalma.
Onde o amor se apresenta, foge a dor, se afasta o sofrimento e o egoísmo bate em retirada.
 Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida.
Disponível no CD Momento Espírita, v.6,  ed. Fep.

Em 15.07.2011.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O MILAGRE DE INGRID

(Texto aplicado à Mesa I) 

Nesta semana, a estudante Ingrid, teve alta do hospital. Para pagar as próprias despesas, Ingrid trabalhava no bar da boate Kiss. Só se salvou porque teve uma reação muito rápida, uma idéia surpreendente que deu certo.
Ela se salvou com um gesto desesperado: para respirar, abriu o freezer em busca de ar puro.
Ela atendia clientes em um dos bares da área vip, em frente ao palco onde acontecia o show. Ao perceber o incêndio, se apressou para avisar as colegas que estavam no caixa. Quando tentou sair, foi engolida pela fumaça.
“Eu meio que tonteei. No que eu tonteei, eu meio que caí para trás e bati com a mão no freezer. Eu sei que me deu um estalo e eu pensei - o freezer. É o único lugar que tem ar. Eu abri a porta do freezer, botei a minha cabeça pra dentro e respirei aquele ar que tava completamente gelado”, conta.
A jovem tomou fôlego, cobriu o nariz e a boca com a roupa e procurou a saída.  Na fuga, algumas pessoas tropeçaram. Quem vinha atrás caiu sobre os que estavam no chão. “Caí e caíram por cima de mim. Aí que veio meu anjo. Ele tentou me puxar uma vez, duas, ele não conseguiu. Eu olhei pro rosto dele e ele olhou para mim, agarrou minhas duas mãos com tanta força que me deu forças. Ele me agarrou, e eu segurei a mão dele, ele deu dois, três puxões e me arrancou daquilo. Diz o médico, que quando ela respirou o ar de dentro do freezer, Ingrid evitou queimaduras internas mais graves.
“Agora, eu sei que eu preciso estar forte pra ajudar muita gente. Então é isso que está me fazendo erguer a cabeça, lutar e dizer assim: ‘Não... peraí... Se Deus me manteve aqui é porque ele tem um plano pra mim. É que eu ainda vou ajudar muita gente’”, concluiu Ingrid.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

LIBERTAÇÃO DO PASSADO

(Texto aplicado à Mesa I)

Uma mulher foi visitar o seu pai, que era um iogue muito respeitado na região sul da Índia antiga. Assim que os dois se encontraram, moça disse:
- Pai, sempre observo como você é respeitado pelas pessoas. Queria ter toda essa tranquilidade que você tem. Como faço para conseguir paz em minha vida?
O pai olhou sua filha, ficou feliz pela pergunta e disse:
- Filha, deixe isso de lado um pouco. A paz é algo ainda distante. Comece, por enquanto, jogando fora algumas coisas em sua casa que você não precisa e que não te trazem boas lembranças.
A filha ficou visivelmente contrariada. Não entendia a atitude do pai. Sendo um homem tão sábio, por que dava orientações a todos, mas se negava a ensinar sua própria filha?
A moça retornou ao seu lar e sentiu que, realmente, seria um bom momento de se desfazer de alguns pertences que já não utilizava. Estava mesmo sentindo que sua casa precisava esvaziar-se de algumas tralhas.
Primeiro de tudo, resolveu localizar os objetos dos quais não mais necessitava. Pegou antigos presentes usados, roupas velhas, sapatos furados, bijuterias e até algumas cartas de antigos namorados. Conforme ia pegando nas roupas rasgadas, surgiam lembranças dos momentos em que as usou. Levantou bastante poeira movimentando tudo, tirando do lugar e se jogando fora. Não foi nada fácil desapegar-se de certos pertences, em especial aqueles que lembravam momentos bons e ruins. Demorou algumas horas, mas a moça pôde revisitar muitas fases diferentes de sua vida, senti-las, chorar, observar o que pensava e como via o mundo em diversas épocas, e finalmente jogar tudo fora.
Após toda essa experiência com seu passado, estava se sentindo diferente. Sentiu-se mais tranquila, mais leve e mais livre de tudo. Sentia, pela primeira vez em muitos anos, uma paz que a preenchia por inteiro.
Alguns dias depois, foi novamente visitar seu pai e contou todo o ocorrido.
O pai virou-se para ela e disse:
- Filha, quando você me perguntou como fazia para conseguir paz em sua vida, eu te dei a resposta, e você iniciou esse processo. Desfazendo-se de alguns objetos do passado, você pôde seguir os sete passos da libertação.
- Eu segui? - Perguntou a filha surpresa. – Mas que passos são estes?
O pai respondeu:
- O primeiro passo é agir para resolver um problema. No caso, você sentia a intranquilidade, e começou a buscar uma solução para isso. A ação que procura solucionar um sintoma e entender que precisamos nos libertar disso. Essa é a fase do início da busca.
- O segundo passo é localizar a fonte do problema. Em sua casa, você procurou os objetos que teria que jogar fora. Isso equivale, no plano emocional, a buscar o local exato da origem do problema. Essa é a fase da localização.
O terceiro passo é rever o problema e senti-lo intensamente como se ele estivesse ocorrendo agora. Cada pertence que você encontrou, vieram lembranças muito emocionais, você recordou cenas e acontecimentos e colocou para fora os últimos resquícios desses sentimentos. Ninguém se liberta de alguma situação não resolvida ou de alguma experiência mal digerida do passado se não a sente novamente. Essa é a oportunidade de liberar das emoções acumuladas.
O quarto passo é desapegar-se daquilo. Algumas pessoas relembram o passado, mas como ainda continuam apegadas a ele, permanecem presas. No momento que você o jogou fora, você consolidou que não precisava mais daquilo e se desfez do que te prendia. No plano interior, o desapego não é exatamente uma ação, mas uma escolha.
O quinto passo é perdoar qualquer mal ou prejuízo que o passado tenha nos causado. Isso implica no perdão de maus tratos, ofensas, agressões, frustrações, etc. Quando você pegou as cartas de ex-namorados, você já estava tranquila interiormente e pôde perdoa-los de qualquer mal que tenham feito a você. Se não tivesse perdoado, ainda estaria apegada a eles de alguma forma. É importante perdoar o algoz, mas também perdoar a nós mesmos por termos errado. O perdão dos próprios erros é fundamental; Afinal, somos todos imperfeitos e estamos sempre sujeitos a erros.
O sexto passo é tentar entender porque tivemos que experimentar aquilo. Qual o motivo daquele sofrimento, daquela dor, daquela doença, ou de qualquer mal que nos acometeu. Que responsabilidade tivemos em sua produção? Após rever nossa responsabilidade nisso, é importante arrepender-se de qualquer mal feito e também pedir perdão a nós mesmos. Rever o passado nos ajuda a chegar ao sétimo e último passo.
O sétimo passo é o aprendizado final. Toda experiência deve ser transformada em aprendizado. Ela deve trazer um significado para nós, e isso deve servir para evitar erros futuros. O aprendizado é a libertação final do passado, pois ele evita que os erros do passado sejam reeditados em novas formas no futuro. Lembrando sempre que os erros passados que não foram aprendidos podem ser repetidos num futuro próximo ou distante. Portanto, o aprendizado é fundamental e é o último passo para a libertação e para o encontro com a paz.
Do Autor Hugo Lapa

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

NOTA DE R$ 100,00

(Texto aplicado à Mesa I)

Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas, segurando uma nota de R$ 100,00. Ele perguntou: “Quem de vocês quer esta nota de R$ 100,00?” Todos ergueram a mão...
Então ele disse: “Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas primeiro, deixem-me fazer isto...” Então, ele amassou totalmente a nota. E perguntou outra vez: “Quem ainda quer esta nota?” As mãos continuavam erguidas.
E continuou: “E se eu fizer isso...” Deixou a nota cair no chão, começou a pisá-la e esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora já imunda e amassada e perguntou: “E agora?” “Quem ainda vai querer esta nota de R$ 100,00?” Todas as mãos voltaram a se erguer.
O palestrante voltou-se para a plateia e disse que lhes explicaria o seguinte: “Não importou o que eu fiz com o dinheiro, vocês continuaram a querer esta nota, porque ela não perdeu o seu valor”.
Esta situação também acontece conosco. Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados, tropeçamos nos obstáculos, encaramos situações que parecem impossíveis de resolver e ficamos nos sentindo sem importância. Mas não devemos nos sentir assim! Jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa! Nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas pelo que fazemos e sabemos.
Agora, reflita bem e procure em sua memória: Nomeie as 5 pessoas mais ricas do mundo; Nomeie as 5 últimas vencedoras do concurso de Miss Universo; Nomeie 10 vencedores do prêmio Nobel; Nomeie os 5 últimos vencedores do prêmio Oscar, como melhores atores ou atrizes.
Como foi? Mal, né? Difícil de lembrar? Não se preocupe. Ninguém de nós se lembra dos melhores de ontem. Os aplausos vão-se embora. Os troféus ficam cheios de pó. Aparecem novos nomes de destaque no mundo...
Agora faça o seguinte: Nomeie 3 professores que te ajudaram na tua verdadeira formação; Nomeie 3 amigos que já te ajudaram nos momentos difíceis; Pense em algumas pessoas que te fizeram sentir alguém especial; Nomeie 5 pessoas com quem gosta de passar o seu tempo.
Como foi? Melhor, não é verdade? As pessoas e os momentos que marcam a nossa vida não são os que têm as melhores credenciais, com mais dinheiro ou os melhores prêmios. São aqueles nos quais temos pessoas que se preocupam conosco, que cuidam de nós... Aquelas que, de algum modo, estão ao nosso lado. Os momentos inesquecíveis são aqueles em que temos a certeza de que não poderíamos estar mais felizes em outra situação, que de tão importantes ficarão na lembrança pra sempre... Aqueles que não queremos que acabem nunca...
E você, em que lista quer estar?

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

CASTELOS DE AREIA

(Texto aplicado à Mesa I)

Sol a pino. Maresia. Ondas ritmadas. Na praia, está um menino. Ajoelhado, ele cava a areia com uma pá de plástico e a joga dentro de um balde vermelho. Em seguida, vira o balde sobre a superfície e o levanta. Encantado, o pequeno arquiteto vê surgir diante de si um castelo de areia. Ele continuará a trabalhar a tarde inteira. Cavando os fossos. Modelando as paredes. As rolhas de garrafa serão as sentinelas. Os palitos de sorvete serão as pontes. E um castelo de areia será construído.
* * *
Cidade grande. Ruas movimentadas. Ronco dos motores dos automóveis.
 Um homem está no escritório. Em sua escrivaninha, ele organiza pilhas de papéis e distribui tarefas. Coloca o fone ao ouvido e faz uma chamada. Como num passe de mágica, contratos são assinados e, para grande felicidade do homem, são fechados grandes negócios. Ele trabalhará a vida inteira. Formulando planos. Prevendo o futuro. As rendas anuais serão as sentinelas. Os ganhos de capital serão as pontes. Um império será construído.
* * *
Dois construtores de dois castelos. Ambos têm muita coisa em comum: fazem grandezas com pequeninos grãos... Constroem algo do nada. São diligentes e determinados. E, para ambos, a maré subirá, e tudo terminará.
Contudo, é nesse ponto que as semelhanças terminam. Porque o menino vê o fim, ao passo que o homem o ignora. Observe o menino na hora do crepúsculo. Quando as ondas se aproximam, o menino sábio pula e bate palmas. Não há tristeza. Nem medo. Nem arrependimento. Ele sabia que isso aconteceria. Não se surpreende. E, quando a enorme onda bate em seu castelo e sua obra-prima é arrastada para o mar, ele sorri... Sorri, recolhe a pá, o balde, segura a mão do pai e vai para casa.
O adulto, contudo, não é tão sábio assim. Quando a onda dos anos desmorona seu castelo, ele se atemoriza... Cerca seu monumento de areia, a fim de protegê-lo. Tenta impedir que as ondas alcancem as paredes. Encharcado de água salgada e tremendo de frio, ele resmunga para a próxima onda. É o meu castelo, diz em tom de afronta.
O mar não precisa responder. Ambos sabem a quem a areia pertence... Talvez você não saiba muito sobre castelos de areia. Mas as crianças sabem. Observe-as e aprenda.

Vá em frente e construa, mas construa com o coração de uma criança. Quando chegar a hora do pôr-do-sol e a maré levar tudo embora, aplauda. Aplauda o processo da vida, segure a mão do Pai e confie, pois amanhã o sol tornará a brilhar e você ainda possuirá forças pra construir... Só que agora, entendendo que tudo acontece no momento certo e que aquilo que ao mar pertence, sempre volta pro mar... E aquilo que é seu, continuará com você apesar do fim do dia!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ENSINANDO O CAVALO A VOAR

(Texto aplicado à Mesa I)

Vamos dividir a palavra preocupação em duas partes: pré-ocupação. Ou seja, ocupar-se de algo antes que aconteça ou, morrer de véspera. Tentar resolver problemas que ainda não tiveram tempo de se manifestar. Imaginar que as coisas, quando chegam, sempre escolhem seu pior aspecto. Muitas vezes o desespero faz cegar os olhos às soluções simples. Para tudo há solução e, para o que não há, eis aí a solução! Há, é claro, muitas exceções. Uma delas é o herói desta pequena história:
Um velho rei da Índia condenou um homem à forca. Assim que terminou o julgamento, o condenado lhe pediu:
- Vossa Majestade é um homem sábio e curioso a respeito de tudo que seus súditos conseguem fazer. Respeita os gurus, os sábios, os encantadores de serpentes e os faquires. Pois bem. Quando eu era criança, meu avô me transmitiu a técnica de fazer um cavalo branco voar. Não existe mais ninguém neste reino que saiba isto, de modo que minha vida deve ser poupada.
O rei imediatamente mandou trazer um cavalo branco.
- Preciso ficar dois anos com este animal – disse o condenado.
- Você terá dois anos – respondeu o rei, a esta altura meio desconfiado – Mas, se este cavalo não aprender a voar, será enforcado.
O homem saiu dali com o cavalo, feliz da vida. Ao chegar em casa, encontrou toda a família em prantos.
- Você está louco? – gritaram todos – Desde quando alguém desta casa sabe fazer um cavalo voar?
- Não se preocupem – respondeu ele – Primeiro, nunca alguém tentou ensinar um cavalo a voar, e pode ser que ele aprenda. Segundo, o rei está muito velho e pode morrer nesses dois anos. Terceiro, o animal também pode morrer, e eu conseguirei mais dois anos para treinar um novo animal. Isso sem contar a possibilidade de revoluções, golpes de Estado, anistias gerais. Finalmente, se tudo continuar como está, eu ganhei dois anos de vida, e neles poderei fazer tudo o que tiver vontade. Vocês acham pouco?

Por vezes a vida nos traz momentos que parecem não ter solução. Desesperamo-nos e na ânsia de resolver algo que ainda não aconteceu, acabamos por antecipar problemas que talvez nem chegassem a se concretizar. Uma visão positiva e otimista de futuro pode mudar essa perspectiva. A confiança em você associada à fé, podem evitar que você perca seu tempo tentando antecipar possibilidades. Já ouviu a expressão “peru de Natal é que morre na véspera”? Pois é... Cada coisa tem um tempo e uma hora e nossas atitudes podem alterar o porvir. Pense nisso e aguarde o tempo certo do acontecer. Não se desespere e confie. Quem sabe amanhã não lhe reserve boas surpresas?... Se você já se tem o “NÃO”, o que te custa esperar que aconteça um “SIM”?

Pense nisso!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

VALORIZE-SE PARA CRESCER

(Texto enviado por Gisele)

Cada dia que a gente vive na Terra é um dia significativo demais para nós. Embora seja muito difícil viver no mundo - difícil, não por causa do mundo, mas por causa da gente - somos os únicos seres racionais que respiramos, sobre o planeta. Desse modo, todo tipo de confusões é gerado por nós, os seres inteligentes da criação de Deus.
Os animais seguem seu ciclo naturalmente. O que eles fazem está dentro da Lei do determinismo, do instinto. Os animais não erram jamais. Um predador, quando destrói o outro, o faz para comer e não apenas pelo prazer de destruir.
Quando olhamos as estações do ano, vemos como são regulares. Em todos os anos, as coisas se comportam do mesmo jeito. No inverno é frio, o verão é quente, o outono de folhas amareladas e muito fruto e, naturalmente, a primavera de flores.
O sol nasce sempre no mesmo lugar e se depõe sempre no mesmo lugar. O luar realiza o mesmo trabalho, a mesma qualidade de luar. Desde que os primeiros homens aportaram ao mundo, o luar é o luar. É uma chuva de prata sobre a Terra. E o sol a pino no meio dia é uma gargalhada de pingentes de ouro que a Divindade derrama sobre o mundo.
Então, se faz necessário que aprendamos a crescer para sermos dignos de todas essas bênçãos que Deus nos concede a cada dia. É importante que a gente cresça, é necessário que a gente cresça, é indispensável esse crescimento.
Não podemos esquecer que foi Jesus Cristo que nos disse que era importante que fôssemos perfeitos, quão perfeito é o nosso Pai Celestial. Isso é um desafio. Naturalmente que não seremos perfeitos como Deus é perfeito. Mas, quando Jesus Cristo nos disse isto, é que Deus é a referência, a Ideia Divina é a referência para que marchemos para lá, através dos ensinamentos de Cristo.
Foi Ele também que nos disse:
Eu sou o Caminho, eu sou a Verdade, eu sou a Vida e ninguém chegará ao Pai se não for por mim.
Logo, essa direção que Ele nos aponta, esse sentido Divino que Ele nos dá, deverá ser percorrido através dos Seus ensinamentos. Então, para que se realize o nosso crescimento, será necessário que cada qual de nós se valorize.
E como é que a gente se valoriza? É muito interessante pensar nisso, porque há pessoas, variadíssimas pessoas no mundo, que têm um senso de auto-respeito muito comprometido. Dizemos que são pessoas que têm a auto-estima muito baixa. A estima por si mesmo é muito baixa nesse ou naquele indivíduo. E quando a nossa auto-estima é baixa, a gente começa a se desvalorizar, começamos a nos implodir, passamos a nos destruir a nós mesmos.
Quem sou eu? Eu não sou capaz disso não. Eu nunca vou aprender isso. Isso eu nunca serei capaz de fazer. Eu não sei isso. Quanta gente vive assim, se lamuriando, se destruindo. Não é a vida que determinou isso para ela, não foi Deus que determinou isso para ela, é ela mesma que se vai destruindo. A auto-estima baixa.
Será importante que aprendamos a desenvolver por nós mesmos, a fim de crescermos, essa auto-estima alta, esse auto-respeito brilhante, nutrido, capaz de nos fazer dizer diante de uma dificuldade, por exemplo, ao invés de,:
Nunca vou aprender isto! dizermos: Eu ainda vou aprender isto!
Ao invés de dizer: Eu nunca serei capaz de dizer isto! Eu ainda farei isto. -  Logo mais eu vou aprender isto. Eu ainda não sei, ainda não sei!
E, dessa maneira, nos lembramos de Jesus outra vez, nosso Modelo e nosso Guia como Ele é. Disse Jesus e o Evangelista Marcos escreveu:
Tudo é possível àquele que crê.
Isso porque quando nós cremos que as coisas vão acontecer, passamos a trabalhar com tal entusiasmo, com impulso interno, que fazemos com que as coisas aconteçam.
E Jesus Cristo nos diz ainda:
Tudo aquilo que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos atenderá.
Pedir ao Pai não significa que Ele nos dará de graça. Significa que vamos correr atrás, vamos buscar. Em nome do nosso crescimento é preciso que a gente se valorize.
* * *
Todas as vezes que estivermos pensando em nossa valorização, não poderemos ser pessimistas, imaginando-nos sempre pessoas incapazes. Temos que fazer o contrário. Somos filhos de Deus, carregamos essa marca da Divindade. Tudo é possível àquele que crê que pode fazer. Tudo é possível a nós, desde que o queiramos.
Vós sois deuses... Vós sois o sal da Terra... Vós sois a luz do mundo...
Tantas coisas temos ouvido de Jesus Cristo, nesses dois milênios que nos separam de Sua estada na Terra, que nos faz ter esse brio próprio, que não tem nada a ver com orgulho nem vaidade. É esse auto-respeito, essa capacidade de buscar em nós e ao nosso derredor, aquilo que nos faça crescer, aquilo que seja fruto de nossa auto-valorização.
Estudar, por exemplo. Não adianta ficarmos dizendo: Isto não entra na minha cabeça! Eu não tenho cabeça para isto! Porque apenas vamos fixando negatividades. Apenas vamos confirmando a nossa tese de incapacidades.
É importante que digamos: Eu ainda vou aprender isto, mesmo que demore. Um dia, eu chegarei lá! Eu serei apto a fazer isto. Vou aplicar-me para fazer isto!
Sempre as expressões afirmativas. Exatamente por causa dessas expressões afirmativas, nós iremos conquistando as coisas gradativamente e aí seremos pessoas capazes de se valorizar no trabalho profissional.
Nunca nos conformemos em fazer o trabalho sob nossos cuidados da mesma forma, da mesma maneira medíocre. Estaremos sempre desejosos de nos aperfeiçoar, de fazer de uma maneira diferente, de embelezar mais o nosso trabalho, de torná-lo um trabalho feito melhor, mais rapidamente, de forma eficiente para que ele seja eficaz. Então, nós vamos crescendo.
Aquela pessoa que aprendeu a cozinhar muito lentamente, muito vagarosamente, ora salgava a comida, ora deixava dura, vai se desenvolvendo de tal maneira que se torna uma pessoa apreciada por todos aqueles que gostam dos seus pratos, dos seus preparos.
Aqueles que aprenderam a cantar, a princípio desafinados, desentoados, mas vão se aprimorando, vão fazendo aulas, vão fazendo cursos, vão treinando e se tornam verdadeiras cotovias.
Aqueles que começaram a jogar futebol como pernas de pau, como dizemos popularmente, aqueles que não sabiam de que lado estava o seu gol, vão observando, vão olhando, vão aprendendo, vão treinando e daí a pouco são uns verdadeiros craques.
Cada vez que a gente vai se aprimorando, vamos crescendo. A gente vai crescendo E é tão importante que vamos aprendendo com isso a gostar mais de nós. Vamos conseguindo nos amar melhor, nos amar mais e, desse modo, a vida vai tendo um outro sabor para nós, outro sentido para nós.
Aprenderemos que a palavra de Deus não é simplesmente a palavra que está escrita na Bíblia. A palavra de Deus é toda palavra boa, toda palavra que vem para construir o bem, para reerguer a alma, para nos fazer felizes. Dita por uma criança, por um velho, por um jovem, por um professor, dita por um orador, dita por um religioso. Toda expressão boa representa a Lei de Deus. É a palavra de Deus.
Vamos amadurecendo os nossos conceitos, vamos aprendendo a nos valorizar, a não jogar pérolas aos porcos. Se as pessoas estão zombando de nós ou da nossa crença, ou do nosso modo de pensar, nós as respeitamos. E para demonstrar que as respeitamos, nos respeitamos a nós mesmos com a auto-estima alta.
Porque só será possível que amemos o próximo, quando aprendermos a amar a nós mesmos, como propôs Jesus de Nazaré: Amai o vosso próximo como amai a vós mesmos.
E a partir disso, vamos verificar que a nossa vida será valorizadíssima. Cresceremos ao infinito, sob a luz do nosso Mestre Jesus.


Adaptação da Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 102, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná, retirado na página: http://espiritualidadeeumbanda.blogspot.com.br/2013/10/valorize-se-para-crescer.html

segunda-feira, 28 de julho de 2014

SACUDINDO A TERRA

(Texto aplicado à Mesa I)

Um dia, o cavalo de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria.
Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.
Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que o cavalo já estava muito velho e não servia mais para nada, e também o poço já estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. 
Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o cavalo de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o cavalo.
Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.

O cavalo não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele, e chorou desesperadamente. 
Porém, para surpresa de todos, o cavalo aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou.
O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu. A cada pá de terra que caía sobre suas costas o cavalo a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão.
Assim, em pouco tempo, todos viram como o cavalo conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.
A vida vai lhe jogar muita terra, todo o tipo de terra. Principalmente se você já estiver dentro de um poço.
O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela.
Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que te jogam para seguir adiante!
Recorde as 5 regras para ser feliz:
1-               Liberte o seu coração do ódio.
2-               Liberte a sua mente das preocupações.
3-               Simplifique a sua vida.
4-               Dê mais e espere menos.
5-      Ame mais e... aceite a terra que lhe jogam, pois ela pode ser a solução, não o problema.