segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

QUEM É VOVÓ ANTONIETA DA BAHIA?

(Texto escrito por Márcia com ajuda dos Amigos Espirituais)

CAMINHANDO PARA A LUZ...
Época de escravidão. Espíritos cumprindo um dos mais difíceis e dolorosos resgates em uma encarnação.
Vovó Antonieta era uma delas. Escrava em uma fazenda, sentindo a dor de não pertencer a si, passa por essa etapa evolutiva até se tornar um espírito de luz, designado a trabalhar na Terra para ensinar o verdadeiro sentido do amor e da caridade.
A Jornada da Caridade
Dia lindo. O sol começava a nascer no horizonte e antes de seu nascimento o trabalho começava na fazenda.
Antonieta, negra linda, altiva, esperta, bem faceira, desde criança já encantava a todos com suas travessuras e com seu jeito gentil e amoroso de ser.
Ainda bem pequena, já acompanhava as escravas na colheita e plantação. Havia nascido na fazenda. Filha de escravos, como todas as outras crianças, trabalhava desde muito pequena. Vivia na senzala junto aos outros escravos e crianças. Presenciou em seu crescimento muitas atrocidades, maldades, doenças e desencarnes brutais. Viu muitos dos amigos da senzala sendo chicoteados e torturados até a morte.
Em meio a tanta dor e sofrimento, Antonieta foi crescendo até se tornar uma moça linda, amada por todos os escravos da senzala e muito esperta. Trabalhando nas colheitas, sempre pensava em uma maneira de sair dali, de melhorar sua vida e a de seus pais. Entre as tristezas e alegrias, já com seus 16 anos, se viu perdida e cercada de inveja.  
Após a morte de escravos que a protegiam, alguns escravos invejosos começaram a persegui-la até colocá-la à mercê dos feitores. Esses faziam dela seu objeto de desejo. Antonieta começou então a chamar a atenção do dono da fazenda. Percebeu o interesse do “sinhozinho” e sentiu que esse sentimento poderia se tornar uma oportunidade de sair da senzala e das mãos dos feitores.
Antonieta foi envolvida e se deixou envolver pelo “sinhozinho” a quem encantou profundamente e, por isso, foi levada para trabalhar na Casa Grande como queria, na cozinha junto a outras escravas. Na Casa Grande, vivia junto de outras escravas domésticas e trabalhava como ajudante e aprendiz. Dormia em um quarto junto a mais três escravas. Havia ali uma senhora já de idade avançada, que era a cozinheira e que a amava muito desde criancinha. Ali ela se sentia um pouco mais segura. Havia quarto para as escravas da cozinha, quarto para os escravos da limpeza da casa. O restante dos escravos ficava em duas senzalas totalmente vigiadas pelos feitores.
Os que trabalhavam na casa recebiam um tratamento diferenciado e era isso que Antonieta queria para fugir da dor que passava nas mãos dos feitores e de outros escravos e escravas.
Seu sofrimento continuava. Todos os dias e por vezes mais de uma vez por dia era requisitada pelo “sinhozinho”. Por vezes bêbado, mal cheiroso. Ele a arrastava  até conseguir sempre o que queria. A vida foi passando assim. Dor, sofrimento, saudade e uma vida totalmente sem perspectivas.
Certo dia, motivada pelo ódio e rancor da sinhazinha, Antonieta foi levada ao tronco. De tanto ser chicoteada, deu-se seu desencarne. Nesse momento, ainda no tronco, sentindo as dores das chibatadas que ardiam em sua pele e a dor do sofrimento da alma, não se poupou de proferir palavras sentidas de ódio e rancor, desejando o sofrimento daqueles que haviam sido seus algozes na Terra. Desta forma, carregou em seu coração, no momento de seu desencarne, dores profundas que determinaram grande parte do seu caminho de depuração e crescimento espiritual.
Com o desencarne não cessaram suas dores. Passou anos e anos nas regiões do Umbral, ainda com sentimentos de rancor arraigados em seus pensamentos. Décadas se passaram e sofrimentos enormes fizeram com que Antonieta começasse a pensar sobre o que vinha trazendo dentro de si por todos esses anos. Para que lhe serviria o ódio, o rancor, tanta amargura... Reviu tudo que se passou através de seus pensamentos. Foi então que ela começou a entender o mal que tinha feito a si mesma com o desejo de ódio professado na hora do desencarne. Percebeu que tal sentimento havia cegado seus olhos e seu coração ao que realmente importava, fazendo com que ela permanecesse ali todos aqueles anos, presa pelas correntes de suas próprias decisões. Foi nesse momento que Antonieta acordou e desatou as amarras do ódio, se libertando para o início de sua recuperação e jornada na vida espiritual. Em meio à dor profunda, vinha o arrependimento sincero. Foi então resgatada do Umbral e conduzida a uma colônia de recuperação.
Ali começava sua maior evolução.
Recuperada das feridas da dor, encontrou almas afins, reviu seus pais e pessoas próximas da última encarnação. Recuperou-se então e começou a trabalhar em um hospital de traumas e a prestar caridade a todos que necessitassem de seu auxílio. Aprendeu muitos tratamentos espirituais, passes, curas...
Foi então levada para junto de um grupo escravos que estavam em seu mesmo estágio evolutivo, onde pôde estudar e conhecer muitos espíritos obreiros. Como sempre, muito querida e amada por todos por seu jeito alegre e carinhoso, passou a adquirir conhecimentos e experiências que muito a ajudaram na prática do bem e da caridade. Com o passar do tempo, pôde aplicar seus conhecimentos, com toda firmeza e segurança que lhes eram próprios, para aconselhar e confortar as almas necessitadas de carinho e cuidado. Foi então designada a trabalhar no Umbral como obreira e missionária.
Começava ali a entender o porquê de aquelas almas perdidas precisarem de tanto conforto. Passou a se embrenhar em áreas perdidas do Umbral, buscando auxílio para aqueles que mais necessitavam. Iniciou um trabalho de doutrinação que foi muito apoiado pelos mentores e Espíritos Superiores.
Antonieta trabalhava sempre cercada por muitos guardiões e foi levada a uma colônia dentro do umbral para ensinar a outros espíritos o seu trabalho missionário dentro das colônias. Seu maior trabalho sempre foi feito na colônia dos suicidas.
Passadas algumas décadas, com a criação da UMBANDA no Brasil, foi destinada a nossa Terra como guia de luz, com o objetivo de ensinar caridade e amor sem limites a todos aqueles que necessitassem de orientação e carinho. Passou anos instruindo seus médiuns, aconselhando quem a procurava e, com toda sua experiência de vida, pôde ajudar diversas pessoas a se orientarem e a buscarem seu crescimento individual. Utilizando seus abraços, seus búzios, suas ervas e toda sua experiência para aconselhar a quem a procurasse, vovó seguiu em sua nova missão ao longo dos anos de trabalho.
Com a confiança em seu trabalho sério e amoroso, recebeu a autorização para introduzir mesas com estudos das obras de Kardec em seus Centros de Umbanda, onde passou a desenvolver um trabalho de Doutrinação de almas perdidas. Sua principal missão sempre foi trabalhar com a parte moral e aconselhamento para médiuns, firmeza e limpeza total de terreiros sérios.
Passadas mais algumas décadas, seu tempo de trabalho incorporativo na Terra foi encerrado, tendo Vovó Antonieta resgatado aquilo que foi proposto pela espiritualidade. Ou seja, não seria mais necessário que ela, Espírito de Luz, continuasse nos trabalhos em Terreiros de Umbanda na Terra, podendo continuar prestando caridade em locais menos densos das colônias espirituais. Porém, vovó Antonieta, por amor aos laços construídos na Terra, decidiu que se a Providência Divina permitisse, continuaria seguindo com seu trabalho até que sua última médium realizasse a passagem para o mundo espiritual. E assim foi permitido.  
Enquanto isso, paralelamente no espaço, vovó foi levada para trabalhar em uma Colônia Hospitalar. Ficou por lá certo período, quando pôde exercer diversas atividades de caridade com os Espíritos que necessitavam de auxílio. Aprendeu com novas experiências e em seguida retornou para trabalhar no Umbral, onde sua luz, seus aconselhamentos e sua firmeza são ferramentas fundamentais para o aprendizado e a evolução dos que se encontram nessa colônia.
Hoje, além do trabalho espiritual realizado no CEENC e nas diversas Casas nas quais presta auxílio, apesar de não ter outros médiuns de incorporação na Terra, além do trabalho que tanto ama nas regiões do Umbral, Vovó ministra palestras para diversos grupos de espíritos que a procuram na Colônia para ouvirem seus causos, conselhos e receber seu abraço revigorante.
Vovó Antonieta, uma preta velha de muita luz e muito abençoada por sua caridade e seus conselhos. Uma guerreira que aprendeu a conviver com as dificuldades, enfrentou seus medos e lutou para alcançar a Luz, hoje traz um pouquinho de seu amor para iluminar os caminhos de todos nós! Que Deus nos permita sempre ter essa luz em nossos caminhos. Seja na Terra ou no Céu.
Sua BENÇÃO, MINHA AVÓ. AQUI OU ONDE ESTIVER, QUE SEJAMOS SEMPRE MERECEDORES DA SUA MÃO CARIDOSA. OBRIGADA POR FAZER PARTE DA VIDA DESSES FILHOS TERRENOS E POR SEUS ENSINAMENTOS.
Seus filhos e a UMBANDA agradecem a honra de poderem estar ao seu lado.
Fique com Deus e que sua LUZ sempre ilumine a todos.

Por Márcia e Cia. Janeiro de 2016.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

UMA QUESTÃO DE ESCOLHA


Escolher quer dizer preferir, selecionar, optar. Toda nossa vida é feita de escolhas.
Por mais indecisos que sejamos, ao abrir os olhos pela manhã, teremos que optar entre permanecer na cama, esquecendo as horas, ou levantar. A opção continua na primeira refeição da manhã: cereal, frutas, chá, café, pão integral, pão branco, mel, açúcar ou adoçante. Desejar bom dia ou resmungar qualquer coisa, ou ficar calado. São opções.
Sair de carro, dar uma caminhada, correr para não perder a condução ou fazer de conta que não tem compromisso nenhum. Ser gentil no trânsito, cedendo a vez a outro carro, em cruzamento complicado, ou fazer de conta que ninguém mais existe no caminho além de você mesmo. Não jogar nada pelas janelas do carro ou emporcalhar todo o caminho por onde passa, tudo é questão de escolha.
Escolha de como você deseja que seja o seu dia, a sua vida, o seu Mundo. Você pode viver muito bem com todo mundo ou viver muito mal até consigo mesmo.
Você pode modificar o mau humor da sua chefia ou de seu colega de escritório, pode sintonizar com eles ou pode ficar na sua. Você pode atender muito bem o seu cliente e ter sorrisos de retorno ou fingir que ele nem está aí, esperando que outro colega decida por atendê-lo. Você pode se tornar uma pessoa quase indispensável, no Mundo, pela sua forma de ser. Ou decidir por ser alguém que, se faltar, poucos ou talvez ninguém notará.
Contou-nos amigo nosso que, viajando por essas estradas de Deus, pelo interior do nosso Brasil, começou a sentir fome. Aproximava-se o horário do almoço e porque ele e o companheiro de viagem não conhecessem muito bem aqueles caminhos, ficaram atentos a qualquer placa indicativa de lanchonete ou restaurante. Mais alguns quilômetros percorridos e chegaram a um local que oferecia refeições. Em cima do imóvel, escrito em letras grandes, em madeira firme, lia-se: Comida a escolê.
Logo entenderam que o proprietário ou proprietária se equivocara ao escrever. Talvez pelas poucas letras que tivesse. Mas compreenderam, sem dúvida, que havia comida para se escolher. Entraram e uma senhora muito simples os atendeu. Porque não houvesse cardápio à vista, perguntaram o que havia para lhes matar a fome.
Frango frito. Foi a resposta rápida.
E que mais?
Só frango frito. Respondeu de novo.
Mas a tabuleta diz comida a escolher. – Argumentou meu amigo.
Sim.  Falou a senhora, sem pestanejar. O senhor escolhe se quer comer ou se não quer comer.
Tinha toda razão aquela senhora. Tudo é opção. Por isso, alguns de nós escolhemos viver em clima de felicidade, com o pouco ou quase nada que tenhamos. Outros optamos por ser infelizes, com a abundância que desfrutamos. Uns recebemos o diagnóstico de doença insidiosa e decidimos lutar e viver o quanto nos seja permitido. E curtimos a natureza, a praia, a montanha, os passeios com a família, o cinema, a bagunça dos netos. Outros, optamos por nos deixar morrer, sem combate.
Felicidade ou infelicidade. A decisão cabe a cada um de nós. Todos sofremos perdas, doenças, lutas, no Mundo de provas e expiações em que nos movimentamos. Todos também usufruímos alegrias, conquistas, dádivas, saúde. O que fazemos com cada uma dessas coisas é o que estaremos fazendo com o nosso dia: alegria ou tristeza. Vitórias ou derrotas.
Pense nisso e escolha o que você deseja para você, agora, hoje, neste novo dia. Abrace a alvorada que surge, viva as horas de bênçãos e quando a noite chegar, agradeça a Deus pelas felizes escolhas desse bendito tempo que se chama dia. Amanhã, quando retornarem as horas a movimentar os ponteiros do relógio, você voltará a fazer as suas escolhas... muito boas escolhas.

Momento Espírita, v. 6, ed. FEP.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

FESTA EM HOMENAGEM AOS GUARDIÕES


Salve os Exús, as Pombo-giras, o Povo Cigano e a Malandragem!

Dia 28 de Novembro - Último Sábado - o CEENC estará realizando sua festa em homenagem aos Guardiões de Umbanda. Vamos agradecer por toda proteção e cuidado que esses Espíritos de Luz trazem consigo e nos oferecem em forma de amor! Salve a fé e a resignação! Venha fazer parte de nossa corrente e aproveite para sentir as boas vibrações que os guardiões nos trazem.
Entrada de Consulentes: Das 19h às 21h.
Não será permitida entrada de crianças.
Para saber o endereço da Nossa Casa, acesse:http://www.ceenc.com.br/p/nossos-contatos.html

terça-feira, 17 de novembro de 2015

JULGAR MENOS - AMAR MAIS


Oi pessoal,
Ontem quando cheguei no trabalho,  ouvi vários colegas comentando que "os mulçumanos tinham que desaparecer do mundo, que o Islamismo é o mal da humandade" e isso acabou incomodando um pouco meus ouvidos. Não porque eu ache que o Islamismo é maravilhoso, ou ruim demais, mas porque entendo que todas as religiões merecem respeito à medida que respeitem as demais pessoas, independente da religião que pratiquem. Fiquei me questionando sobre o que esses colegas de trabalho realmente entendiam sobre a religião que falavam. Sim, porque pra criticar, precisamos entender, não é? 
Esses comentários acabaram me levando pra um lugar comum, onde diversas pessoas tratam a minha religião, Umbanda, como uma "crença" ruim, baseada em alguns poucos que se dizem seguidores, que utilizam seu nome de maneira errada, prometendo aquilo que a religião não é responsável por fazer e denegrindo a imagem de uma religião de Amor e Caridade. Por esse motivo resolvi escrever algumas poucas linhas a respeito da religião Islâmica, para que tenhamos como entendê-la melhor, antes de crucificar TODOS os seus seguidores.
Sabemos que muito vem se falando a respeito de Guerras “Relgiosas” ao redor do mundo e, consequentemente, sobre a religião “Islamismo”. Desde sempre pregamos que todas as religiões que tratam sobre o bem são boas e merecem, ao menos, respeito.  A Umbanda é uma religião que constantemente é julgada por atitudes incoerentes daqueles que se intitulam seus seguidores e sofre com julgamentos errados daqueles que desconhecem seu verdadeiro fundamento. Por esse motivo, acreditamos que seja de grande importância diferenciar a religião islâmica das barbáries cometidas em seu nome.
O islamismo é a religião fundada pelo profeta Maomé no início do século VII, na região da Arábia. O muçulmano é o seguidor da fé islâmica, também chamado por alguns de islamita. Em árabe, Islã significa "rendição" ou "submissão" e se refere à obrigação do muçulmano de seguir a vontade de Deus. Há muçulmanos em quase todas as partes do mundo, inclusive nos EUA (cerca de 6 milhões) e no Brasil (entre 1,5 milhão e 2 milhões). A maior comunidade islâmica do mundo vive na Indonésia, e não na Arábia, como muito se divulga.
A religião se devota a Deus, e não ao profeta Maomé. A aceitação de um Deus único, denominado por eles de Alá, é idêntica à de judeus e cristãos. As raízes do islamismo vêm do profeta Abraão. O profeta Maomé, fundador do islamismo, seria descendente do primeiro filho de Abraão, Ismael. Moisés e Jesus seriam descendentes do filho mais novo de Abraão, Isaac. Abraão, o patriarca do judaísmo, estabeleceu as bases do que hoje é a cidade de Meca e construiu a Caaba, para onde todos os muçulmanos se voltam quando realizam suas orações.
Não é preciso ter nascido muçulmano ou ser casado com um praticante da religião para seguir a religião. Também não é necessário estudar ou se preparar especialmente para a conversão. Uma pessoa se torna muçulmana quando proferir, em árabe e diante de uma testemunha, que "não há divindade além de Deus, e Mohammad é o Mensageiro de Deus".
O que vemos noticiado nas diversas mídias hoje em dia é uma quantidade maior de terroristas muçulmanos em atividade no mundo do que cristãos ou judeus dispostos a matar em nome de Deus. Também é verdade que certos trechos do Alcorão, o livro sagrado do Islã, parecem um convite à intolerância, dependendo da interpretação que se dê. Mas nada disso permite a quem quer que seja afirmar que o islamismo é um uma religião mais chegada à violência que as outras. 
Uma minoria entre os cerca de 1,3 bilhão de praticantes da religião é adepta de interpretações radicais dos ensinamentos de Maomé. Entre eles, a violência contra outros povos e religiões é considerada uma forma de garantir a sobrevivência do Islã em seu estado puro. Para a maioria dos seguidores do islamismo, contudo, a religião muçulmana é de paz e tolerância. A base da religião muçulmana não determina qualquer tipo de discriminação grave contra a mulher. No entanto, as interpretações radicais das escrituras deram origem a casos brutais.
Parte da má fama do islamismo seguramente se deve também à polêmica jihad - um conceito essencial da religião islâmica e frequentemente confundido com "guerra santa". "O significado básico é empenho ou esforço, algo mais ou menos como seguir o caminho de Deus com determinação". O problema é que os radicais islâmicos interpretam “jihad” da maneira que melhor lhes convém, para justificar ataques contra "infiéis". Esses extremistas representam uma minoria que perverte a religião, não devendo ser representativa do que prega a religião como um todo.  
Cinco pilares do Islã – Segundo Eduardo Szklarz
 - Não há outra divindade além de Deus e Maomé é seu mensageiro. 
ORAÇÃO - Cinco vezes ao dia (alvorada, meio-dia, meio da tarde, crepúsculo e noite). 
ZAKATÉ a caridade compulsória, obrigação de ajudar quem precisa. 
JEJUM - Do amanhecer até o pôr do sol, durante o mês sagrado do Ramadan. 
PEREGRINAÇÃO - Quem é física e financeiramente capaz deve ir a Meca uma vez por ano.

Então amigos, não estamos tentando dizer a todos que o Islamismo é uma religião boa ou ruim. O que entendemos é a importância de não se julgar o todo por uma parte, assim como muitas vezes acontece com a Umbanda. É importante procurarmos entender antes de falarmos ou julgarmos; é preciso que conheçamos os aspectos que evolvem os seus fundamentos e a verdade daquilo que praticam. Mesmo que entendamos não ser a melhor religião para o que nossos corações necessitam, devemos respeitar o direito do outro seguir sem julgamentos, desde que pregue o bem e não prejudique ninguém.
Quanto a nós, fica aqui a tristeza de ver a humanidade passando por tantos desajustes e a esperança de que nossas preces cheguem a todos os corações como um bálsamo de amor e apoio para todos aqueles que sofrem. Oremos, acreditemos no melhor e auxiliemos tanto quanto pudermos para que em um momento muito em breve, possamos nos sentir verdadeiramente irmãos.
Chega de guerras, chega de brigas, chega de intolerância. Que entendamos o verdadeiro significado do que Jesus nos ensinou e que Cáritas, o Espírito da Verdade guie nossas consciências baseados no Amor, na Esperança e na Fé:
“...Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor, para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé...." 
Prece de Cáritas

Um abraço carinhoso, 
Nise. 
(Baseado em Revista Veja, Revista Superinteressante e ensinamentos da Nossa Casa)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

OS SETE SORRISOS DE UM PRETO-VELHO

(Texto enviado por Márcia)

Estava eu pensando nas sete lágrimas de um Preto Velho quando me veio em mente o questionamento se teríamos nós como fazer um Preto Velho Sorrir? Foi quando um Preto Velho sentado em um toco me chamou e disse:
-Sim filho, temos também motivos para termos nossos sete sorrisos. E começou:
O Primeiro sorriso vai para as pessoas que verdadeiramente vieram em busca de Zambi e verdadeiramente o colocaram em seu coração; vai para o médium que está sempre zelando por sua conduta e equilíbrio espiritual, quando um preto velho ou outra entidade chega no terreiro e o mesmo o trata com tamanho carinho.
O Segundo sorriso é para as crianças carnais que, em muitas ocasiões, estão presentes nas giras, no ambiente de alegria, amor e muito carinho; vai para aquelas pessoas que vêm em busca da Paz para si e para todos os que estão a sua volta.
O Terceiro sorriso é para os médiuns que estão dispostos a ajudar e zelar pela Casa de Nosso Pai; Os que chegam cedo para ajudar, os que vem de fora, os que usam seus dias de trabalho para organizar a casa pela sua própria vontade e que muitas das vezes são os primeiros a chegarem nas giras e os últimos também a saírem.
O Quarto sorriso é para a assistência, quando olhamos para ela e vemos através de seus olhares a humildade, a solidariedade, a igualdade e a vontade de receber a caridade, pois estes olhares são de sentimentos que brotam em seus corações.
O Quinto sorriso é para o consulente que vem até nós e fala:
- Hoje meu preto velho, não vim para pedir e sim para agradecer a nosso pai Oxalá  por tudo que recebi!
O Sexto sorriso é para o zelo com que o dirigente, tem por nossa UMBANDA, pelos seus irmãos; aquele que , por muitas vezes, devido à sua humildade; não sabe a referência que é.

O Sétimo sorriso é para agradecer aos Orixás e seus mensageiros, pois é por intermédio deles que Zambi, nos dá oportunidade de podermos praticar a caridade e nos elevarmos em nossa vida espiritual.
(Autor Desconhecido)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

SALVE A IBEJADA!!!



No próximo sábado, dia 26 de setembro, o CEENC realizará a sua festa em homenagem à Ibejada! Venha e avise seus amigos! Entrada de consulentes das 19 horas às 21 horas!
Esperamos vocês!!!!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A HISTÓRIA DE STELLA


 A seguinte história foi relatada por Edgar Cayce, notável médium americano, cuja última encarnação que temos notícias ocorreu no período de 1877-1945:
“Stella era uma senhora simpática tranquila e algo tímida, que sempre teve vida difícil, sobretudo depois que, por motivos conjugais e financeiros, se viu na contingência de educar a única filha às próprias custas. Amigos aconselharam-na, então, a trabalhar na área de enfermagem. Tempos depois, Stella foi encaminhada a uma família rica que procurava alguém para cuidar de um parente enfermo, em troca de bom salário e moradia para si e sua filha.
Quando Stella viu, pela primeira vez, o enfermo do qual deveria cuidar, ficou chocada com a situação do mesmo. Tratava-se de um homem de 57 anos, em completo estado de retardamento mental. Sua cama era cercada por uma jaula de ferro. O doente ficava, a maior parte do tempo, sentado, rasgando a roupa que lhe vestiam; recusava-se a comer, mantendo-se em permanente estado de imundície devido à falta de controle das funções fisiológicas; o olhar era vago, perdido em si mesmo; a inexpressividade ao falar indicava que não tinha a menor consciência do que ocorria à sua volta.
Tomada de coragem, Stella entrou na jaula para cuidar do seu paciente, mas, devido às condições reinantes, não conseguiu controlar as náuseas e se retirou. Presa de angustiante sentimento de desânimo, imaginou que a tarefa poderia ser superior às suas forças.
Orientada por benfeitores espirituais, através do médium Edgar, entendeu que, já duas vezes no passado, os caminhos de Stella e daquele homem se haviam cruzado. No Egito, ele havia sido filho dela; o asco que ora sentia por ele, no entanto, provinha de uma existência no Oriente Médio, na qual ele fora um rico filantropo que, no entanto, levava uma vida de devassidão, numa espécie de harém, onde praticava abusos de toda sorte. Stella fora, então, uma das infelizes que tinham de se submeter aos seus caprichos. O reencontro de ambos, na presente reencarnação, visava ao perdão mútuo, reajustando-os perante a Lei de Deus.
Stella foi também esclarecida por Edgar que, se soubesse agir com afeto, o doente responderia aos seus cuidados. Cabia-lhe, portanto, aprender a amar o enfermo, disposta a reparar o passado desditoso. Abandoná-lo não seria solução, porque a ligação entre os dois continuaria em suspenso, a invadir os domínios de futuras existências. Stella jamais ouvira falar de reencarnação. Edgar lhe disse, ainda, que numa outra existência, na Palestina, ela cuidara de crianças deficientes e que, portanto, estava habilitada ao trabalho junto ao paciente.  E assim foi feito.
Para encurtar a história: o pobre homem de fato respondeu ao tratamento carinhoso de Stella; começou a alimentar-se espontaneamente, a conservar-se limpo e vestido. Com o olhar pacificado ele seguia Stella, sem perdê-la de vista um minuto.”

MIRANDA, Hermínio C. Reencarnação e Imortalidade. 1. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1976. Cap. 21, p. 244-245. (História adaptada)

* As pessoas boas merecem nosso amor, as pessoas ruins precisam dele!*
1. O que significou o planejamento reencarnatório para evolução de cada um?
2. No caso da história, é possível assegurar que ambos puderam escolher seu planejamento? Por quê?
3. O que pode ter gerado o estado de debilidade da personagem?
4. Por que o afeto de Stella, em especial, teve o poder de melhorar as condições espirituais do doente?


segunda-feira, 27 de julho de 2015

REABERTURA DO CEENC



Olá amigos e irmãos do CEENC, 

É com muita alegria que informamos a todos a respeito da reabertura do Centro Espírita de Estudos Nossa Casa. 

Com a graça de Deus finalizamos as obras e, no dia  29.08.2015, último sábado do mês de Agosto, estaremos reabrindo as portas para consultas externas. 

Esperamos contar com vocês na nossa corrente de orações para agradecer com toda a fé dos nossos corações a oportunidade de praticar a caridade em Nossa Casa. 

Venham comemorar conosco e receber o afago carinhoso dos velhinhos nessa gira de reabertura. 

Estão todos convidados... amigos, familiares... Será muito bom recebê-los em Nossa Casa!!!!

Um abraço fraterno, 

FAMÍLIA CEENC

(EM BREVE O CALENDÁRIO DE AGOSTO
ESTARÁ ATUALIZADO NA PÁGINA DO CEENC)

sábado, 3 de janeiro de 2015

QUEM REGERÁ EM 2015?



Esse ano será regido pelas energias de Ogum e Iemanjá
Segundo Vovó Antonieta da Bahia, será um ano de muitas guerras no mundo... Os homens ainda não aprenderam a se amar e respeitar suas diferenças. Nem entenderam que Deus não busca a guerra, mas sim o amor universal!
O Senhor Ogum vem proteger o mundo de tantas batalhas! Dar firmeza em nosso caminhar e abrir os caminhas para a vitória daqueles que buscam o bem!
A Senhora Iemanjá, chega lavando toda a bagunça que a guerra traz e esfriando os corações daqueles que guerreiam, para que possam pesar suas atitudes e tomar novos rumos...
Ainda, cercando essa regência, os guardiões estarão muito presentes ao redor de toda Terra, auxiliando o trabalho espiritual intenso devido às guerras e batalhas!
Nesse ano, busquemos levar a paz a todos os cantos do mundo! Falemos coisas boas uns para os outros, nos elogiemos com frequencia! Façamos de cada minuto que nos for dado, uma oportunidade para promover o amor e incentivar a paz!
Fiquem com Deus e que a missão se cumpra!
UM ABRAÇO FRATERNO, FAMÍLIA CEENC!