sábado, 20 de dezembro de 2014

CONTO DE NATAL - ESPECIAL DE NATAL


A história é simples, mas comovedora. Tudo começou porque Mike odiava o Natal. Claro que não era o verdadeiro sentido do Natal, mas seus aspectos comerciais.
Os gastos excessivos, a corrida frenética na última hora para comprar presentes para alguém da parentela de que se houvesse esquecido.
Sabendo como ele se sentia, certo ano a esposa decidiu deixar de lado as tradicionais camisetas, casacos, gravatas e coisas do gênero. Procurou algo especial só para Mike.
A inspiração veio de uma forma um tanto incomum. O filho Kevin, que tinha doze anos na época, fazia parte da equipe de luta livre da sua escola.
Pouco antes do Natal, houve uma disputa especial contra uma equipe patrocinada por uma Associação da parte mais pobre da cidade.
Esses jovens usavam tênis tão velhos que a impressão que passavam é de que a única coisa que os segurava eram os cadarços.
Contrastavam de forma gritante com os outros jovens, vestidos com impecáveis uniformes azuis e dourados e tênis especiais novinhos em folha.
Quando a competição acabou, a equipe da escola de Kevin tinha arrasado com eles.
Foi então que Mike balançou a cabeça triste e falou: Queria que pelo menos um deles tivesse ganho. Eles têm muito potencial, mas uma derrota dessas pode acabar com o ânimo deles.
Mike adorava crianças. Todas as crianças. E as conhecia bem, pois tinha sido técnico de times mirins de futebol, basquete e vôlei.
Foi aí que a esposa teve a ideia. Naquela tarde, foi a uma loja de artigos esportivos e comprou capacetes de proteção e tênis especiais que enviou, sem se identificar, para a Associação que patrocinava aquela equipe.
Na véspera de Natal, deu ao marido um envelope com um bilhete dentro, contando o que tinha feito e que esse era o seu presente para ele.
O mais belo sorriso iluminou o seu rosto naquele Natal. No ano seguinte, ela comprou ingressos para um jogo de futebol para um grupo de jovens com problemas mentais.
No outro, enviou um cheque para dois irmãos que tinham perdido a casa em um incêndio, na semana anterior ao Natal.
O envelope passou a ser o ponto alto do Natal daquela família.
Os filhos deixavam de lado seus brinquedos e ficavam esperando o pai pegar o envelope e revelar o que tinha dentro.
As crianças foram crescendo. Os brinquedos foram sendo substituídos por presentes mais práticos, mas o envelope nunca perdeu o seu encanto.
Até que Mike morreu. Chegou a época do Natal e a esposa estava se sentindo muito só. Triste. Quase sem esperanças.
Mas, na véspera do Natal, ela preparou o envelope como sempre.
Para sua surpresa, na manhã seguinte, havia mais três envelopes junto dele. Cada um dos filhos, sem um saber do outro, havia colocado um envelope para o pai.
*   *   *
O verdadeiro espírito do Natal se chama amor e no momento especial em que se reprisa, nos quadros da Terra, nos possibilita o exercício da nossa capacidade maior de doação.
Muito além dos presentes, da ceia, do encontro familiar, comemorar o Natal significa viver a mensagem do Divino Aniversariante, lançada há mais de dois mil anos e que até hoje prossegue ecoando nos corações...
 Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

CONVIDADO ESPECIAL - ESPECIAL DE NATAL


Jesus veio pregar a paz e plantar a semente do amor no coração das pessoas. Sua mensagem era direcionada para todos aqueles que estivessem prontos a absorvê-la. Homens, mulheres, velhos, moços, ignorantes e doutores.
As pessoas buscavam nEle o consolo para as dores da alma e a cura para as feridas do corpo.
Suas palavras possuíam um poderoso magnetismo e tinham um poder balsamizante.
Nele havia inexplicável magia que comunicava paz, e, à Sua volta, ondas de júbilos explodiam na multidão, mesmo quando nada dizia.
Os Seus silêncios, nas pausas naturais das palestras que proferia, revestiam-se de poderosa emanação de segurança interior, que igualmente impregnava os que O seguiam.
Suas palavras caíam como gotas Divinas sobre os corações, penetrando-os.
Em um de Seus diálogos com os habitantes da região, envolvido pela ternura que Lhe era natural, deixou a seguinte mensagem:
Agora estou ao vosso lado. Logo mais, estarei com meu Pai. Nunca, porém, me apartarei de vós nem vos deixarei.
Sois a terra generosa e eu sou a semente da vida.
Se não morre o grão, não se enriquece a mesa de pão. Sem o solo a semente não sobrevive porque não se renova nem se multiplica e sem o grão a terra crestada é morta...
Sois a minha paixão, a minha longa dor, o amor da minha vida. Eu sou a vossa esperança, o alento da vossa felicidade. Sem mim caminhareis em inquietação crescente. Sem vós sofrerei soledade.
Vinde, novamente a mim, e deixai-me demorar em vós.
*  *  *
Jesus nos deixou a mensagem Divina que revela a beleza da vida espiritual.
Ensinou-nos a importância de amar a Deus e ao próximo, e dentre tantos outros ensinamentos, mostrou-nos o nobre papel que representa a prática da caridade em nossas vidas e a necessidade de perdoarmos para sermos felizes.
No Natal, quando comemoramos o aniversário desse Divino Amigo, deixemos renascer em nós a Sua mensagem.
É época de reencontros. Costumamos preparar os lares para receber amigos e familiares. Lembremo-nos de preparar também nossos corações para a prática do amor fraterno ensinado por Jesus.
E não nos esqueçamos jamais de convidar para a festa Aquele que é o motivo da comemoração.
Deixemos que Jesus entre em nossas casas neste Natal e permaneça vivo dentro de nós.
Sintamos a Sua presença a iluminar o ambiente e o Seu abraço a nos envolver.
É tempo de reviver a mensagem de amor, perdão e solidariedade que nos foi trazida há mais de dois mil anos.
Meditemos sobre o verdadeiro sentido do Natal.
Estejamos certos de que, nessa época, a luz do Cristo se faz mais intensa e nos estimula a agir com mais sensibilidade.
Que este Natal marque o nosso despertar para o verdadeiro amor ensinado por Jesus e que possamos manter a Sua mensagem viva por todos os dias.

Redação do Momento Espírita

OUVIDOS DA ALMA - ESPECIAL DE NATAL


O fato é narrado por uma mulher que vivia nas colinas da Escócia. Era inverno, próximo ao Natal.
Roberto, o marido, era ferreiro. Ela, mãe ocupada, cuidava dos quatro filhos.
O menor era o que lhe dava maior preocupação. É que o garoto era surdo. Ela ficara muito doente durante a sua gestação e o menino nascera com aquela deficiência.
De resto, era esperto e depressa aprendeu a ler. Para manter a conversação com a mãe e os irmãos, André se servia de gestos e, como aos cinco anos já sabia escrever muitas palavras, usava papel e caneta para expressar aquilo que não conseguiam entender por seus gestos.
Naqueles dias, próximos ao Natal, o marido foi chamado para prestar serviços em uma fazenda distante e ela ficou só com as quatro crianças.
A tempestade veio e durou dias. A caixa de lenha ao lado do fogão começou a ficar vazia.
Na quase véspera do Natal, Elizabeth agradeceu a Deus pela colheita do verão ter sido boa, pelas compotas terem dado certo e pela boa caça do seu marido. Assim, eles teriam o suficiente para se alimentarem até acabar aquele inverno ingrato.
Mas a lenha acabou. Ela reuniu os quatro filhos, calçaram e se agasalharam bem e saíram quando o tempo deu uma trégua.
Os pequenos Mary, Alice e André brincavam entre as árvores, felizes por estarem fora de casa. Corriam de um lado para outro, enquanto ela e o filho maior, de 15 anos, cortavam troncos em pedaços pequenos e colocavam no trenó.
Num piscar de olhos, o tempo mudou. O vento soprou forte e a neve caiu violenta. Ela conseguiu encontrar as duas meninas mas não o pequeno André. Por mais que chamasse, ele não a ouviria. Era surdo.
Voltaram para casa a fim de não congelarem. As horas angustiosas passaram lentas. Quando a tempestade acalmou, ela se preparou para ir procurar o menino.
Estaria vivo? Teria caído, cego pela tempestade, em algum penhasco?
Então, alguém bateu na porta. Era o pequeno André, sorridente.
Entre gestos e escritos no papel explicou que logo que a tempestade começou, ficou agachado atrás de um tronco.
Depois, escreveu que ouviu chamar o seu nome: André. Foi até onde a voz vinha e não tinha ninguém.
Então ouviu de novo: Venha, André, venha para casa.
Continuou caminhando, seguindo a voz, embora não visse ninguém. E assim foi até chegar em casa.
Então a mãe caiu de joelhos, abraçou seu tesouro e agradeceu a Deus por ter enviado um mensageiro Seu, aquela voz para guiar o seu filho.
Uma voz que não vinha do mundo exterior, mas que se fez ouvir na alma do pequenino André. A voz dos invisíveis.
*   *   *
O Natal é uma época de esperança, de confiança e de fé. É uma época de acreditar no invisível e em maravilhas que o Divino Pai nos proporciona.
Uma época em que os Mensageiros de Deus cantam, falam e os surdos ouvem as Suas vozes.
Natal é o momento em que a Terra toca os céus, aquieta os seus gritos para ouvir o excelso canto da esperança.
Jesus nasceu em Belém. A esperança se renova. Comemoremos.

Redação do Momento Espírita

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

É MAIS GRATIFICANTE - ESPECIAL DE NATAL


Paul ganhou de seu irmão, como presente de Natal, um automóvel novo.
No dia de Natal, quando Paul saiu de casa, percebeu que um moleque de rua estava andando em volta de seu brilhante carro zero, admirando-o.
Este carro é seu? Perguntou o menino.
Paul confirmou com a cabeça. Meu irmão me deu de presente no Natal.
O garoto estava maravilhado. Quer dizer que seu irmão deu a você e você não gastou nada? Cara, eu queria...
Paul julgou saber como o garoto completaria a frase. Por certo iria dizer que queria um irmão como o dele.
Mas o que o moleque disse deixou Paul perplexo.
Eu queria, continuou o garoto, poder ser um irmão assim.
Paul olhou para o garoto surpreso e, impulsivamente, lhe perguntou: Você gostaria de dar uma volta no meu automóvel?
Sim, eu adoraria.
Depois de uma voltinha, o menino virou-se e, com os olhos resplandecentes disse: Você se importa de passar em frente à minha casa?
Paul sorriu consigo mesmo, pensando que sabia exatamente o que o moleque queria. Certamente desejava mostrar aos vizinhos que podia voltar para casa num carrão.
Mas Paul se enganara outra vez.
Você dá uma paradinha ali onde estão aqueles dois degraus? Pediu o menino.
O garoto saiu do carro e subiu os degraus correndo. Logo, Paul o viu voltando. Mas não estava mais andando rápido, estava carregando seu irmãozinho paralítico.
Fê-lo sentar no degrau de baixo e, abraçando-o com força, mostrou o carro.
Lá está Buddy, exatamente como eu contei lá em cima! O irmão deu o carro a ele de presente de Natal e isso não lhe custou nem um centavo.
Algum dia eu vou dar a você um como este... Daí, você vai poder ver, por você mesmo, as coisas bonitas. As vitrinas enfeitadas no Natal, as ruas e árvores iluminadas, as belezas enfim, sobre as quais eu tenho tentado contar a você.
Paul saiu do carro, pegou o garotinho no colo e o colocou no banco da frente, a seu lado.
O irmão mais velho, com olhos brilhantes, sentou-se ao lado dele e os três começaram um inesquecível passeio de Natal.
Naquele momento, Paul compreendeu que é mais gratificante dar...]
Uma história, uma lição...
Nesses tempos de tanto egoísmo, de individualismo e indiferença para com o sofrimento alheio, vale a pena refletirmos um pouco sobre esses pequenos gestos, que tanto engrandecem o homem.
Nesses tempos em que as criaturas estão ávidas por ter, e ter cada vez mais, vale pensarmos em conjugar o verbo ser.
Ser atencioso, ser caridoso, ser afetuoso, enfim, romper a concha do egoísmo e descobrir na doação aos semelhantes, a alegria de viver.
Pense nisso!
Diz um sábio provérbio chinês:
Se há luz na alma, haverá beleza na pessoa.
Se há beleza na pessoa, haverá harmonia no lar.
Se há harmonia no lar, haverá ordem na nação.
Se há ordem na nação, haverá paz no mundo.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita

DESPRENDENDO-SE - ESPECIAL DE NATAL


Bonnie foi internada duas semanas antes do Natal, para uma cirurgia e estava muito preocupada. Além dos quatro filhos para cuidar, ela pensava nas compras, presentes e enfeites a providenciar.
Quando abriu os olhos, após a cirurgia, olhou ao redor e viu algo semelhante a uma floricultura.
Buquês de flores se enfileiravam sobre o parapeito da janela. Cartões se empilhavam sobre a mesinha de cabeceira.
O marido lhe disse que os amigos haviam preparado refeições para a família e se ofereceram para cuidar das quatro crianças.
Mais flores, disse a enfermeira, entrando no quarto e interrompendo os pensamentos da convalescente.
Acho que vamos ter de mandar a senhora para casa, disse sorridente. Não temos mais espaço aqui.
 Enquanto Bonnie lia os cartões, ouviu alguém dizer:
Gostei das flores.
Era a companheira de quarto. Uma mulher de mais ou menos quarenta anos, portadora de Síndrome de Down.
Ginger gostava de falar e não se cansava de dizer que estava ali para que o doutor desse um jeito no seu pé. Contou que morava em companhia de outras pessoas e desejava voltar a tempo para poder participar da festa de Natal.
Enquanto Ginger foi para a cirurgia, Bonnie ficou olhando o quarto. O seu lado estava florido. O outro lado, nada. Nenhum cartão, nenhuma flor.
Vou oferecer a ela algumas de minhas flores, pensou.
Foi até a janela e escolheu um arranjo de flores vermelhas. Mas, recordou que o arranjo ficaria muito bonito em sua mesa de Natal.
E continuou encontrando desculpas: as flores estão começando a murchar... A amiga que ofereceu ficaria ofendida... Poderia enfeitar a casa com aquele arranjo...
Resultado: ela não conseguiu se desfazer de nenhuma. Voltou para a cama e pensou que, no dia seguinte, quando a loja abrisse, iria pedir para que entregassem algumas flores à companheira.
Ginger voltou da cirurgia e uma funcionária do hospital lhe trouxe uma guirlanda verde de Natal, com um enfeite vermelho, colocando-a pendurada acima da sua cama.
No dia seguinte, a enfermeira retornou para dizer a Ginger que ela iria para casa.
Ela ficou feliz. Arrumou os seus pertences enquanto Bonnie se entristeceu. A floricultura do hospital só iria abrir dali a duas horas.
Será que ela deveria oferecer uma das suas flores?
Ginger se sentou na cadeira de rodas para ser conduzida pela enfermeira. Mas, apanhou a guirlanda verde, aproximou-se de Bonnie e, levantando-se com certa dificuldade, a abraçou, deixando o enfeite em seu colo.
Bonnie não conseguiu dizer nada. Segurou a pequena guirlanda nas mãos, com os olhos úmidos. O único presente de Ginger e ela o tinha oferecido.
Então ela entendeu que Ginger possuía muito mais coisas do que ela mesma.
*   *   *
Há muita gente escravizada ao que não tem e muita alma livre do que possui.
Verifique onde você se enquadra e busque se transformar em anjo da ação bem dirigida, convertendo o que lhe chegue às mãos em bênçãos e alegrias mantenedoras da vida.

Redação do Momento Espírita

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

DAS MIGALHAS, O PÃO - ESPECIAL DE NATAL


Com apenas seis anos, Beatriz Martins decidiu que sua missão seria ajudar o próximo e fazer a corrente do bem se multiplicar.
Um dia, passeando de carro com a família, parou em um semáforo e viu crianças, como ela, pedindo balas para os motoristas.
Chocada, não conseguiu entender as diferenças sociais entre ela e aquelas crianças.
Elas estavam com roupas rasgadas.
Perguntei ao meu pai por que estavam daquele jeito, relembra Bia, inconformada com a cena.
O pai, dedicado, deu a ela algumas explicações sobre as diferenças sociais.
Mesmo assim, eu continuava não entendendo, achava uma injustiça, disse a menina.
A cena não saiu da sua cabeça. Ela queria ajudar.
Apesar de não saber como isso poderia ser feito, passou quatro meses guardando toda bala, pirulito ou doce que ganhasse.
Quando chegasse o natal, o plano era distribuir todos os doces na comunidade daquelas crianças do semáforo.
Surpreso com a atitude da filha, o pai chamou amigos, vizinhos, parentes e quem mais pudesse ajudar para recolher donativos.
No Natal daquele ano, atendemos seiscentas crianças, lembra Bia.
Ela ainda não sabia, mas tinha acabado de fundar sua ONG.
Na Páscoa e nas próximas datas comemorativas, a menina também entrou em ação, alcançando mais duas mil crianças em todo o Estado de São Paulo.
Não demorou muito para a iniciativa ganhar nome – Olhar de Bia – e se consolidar.
Nos dias atuais, com treze anos e articulada como gente grande, Bia não para de multiplicar a corrente.
Ampliou sua assistência para além das comunidades, e passou a fazer ações em escolas e creches.
Em dezembro do ano de 2013, enviou doações para as vítimas das fortes chuvas do Espírito Santo, que deixaram mais de sessenta mil pessoas desabrigadas ou desalojadas.
Somente no Natal de 2013, vinte e dois mil, cento e oitenta e sete itens, entre brinquedos, alimentos, aparelhos eletrônicos, roupas e livros foram distribuídos.
A gente não faz só a ação, é um evento com trio elétrico, mágicos, brinquedos infláveis, tudo com voluntários, conta a garota.
Em sete anos, o Olhar de Bia informa ter atendido mais de cem mil brasileiros.
As pessoas querem ajudar, não sabem como, e sempre vão deixando essa vontade para depois, afirma.
A garotinha, que já foi deputada federal mirim em Brasília, sonha em ser jornalista e lutar pelas causas sociais.
Agora, ela quer mais. Pretende oferecer cursos profissionalizantes para jovens, criar parcerias com outras organizações para levar assistência odontológica a escolas da periferia e construir uma sede para a ONG.
A ideia é espalhar a sementinha, ajudando cada vez mais.
*   *   *
Um gesto de caridade
Apaga muitas feridas
Um minuto de evangelho
Pode salvar muitas vidas.

De gotas d’água o ribeiro
É a doce e clara união
De segundos faz-se o tempo
De migalhas faz-se o pão.

Redação do Momento Espírita

O BERÇO DE JESUS - ESPECIAL DE NATAL


Ao se estudar as origens de alguns símbolos do Natal, referimo-nos a Francisco de Assis como o criador do presépio.
Antes dele, o presépio fazia parte dos hábitos da época de festas natalinas nas catedrais romanas e em outras localidades.
Contudo, o pobrezinho de Assis fez algo muito especial naquele dezembro de 1223.
Ele foi a um lugar de retiro, distante cinquenta quilômetros de Assis, perto de Greccio. Ali se hospedou com alguns frades.
Pedindo o auxílio de um nobre da cidade, preparou um significativo memorial de Natal.
Reportando-se ao Evangelho de Lucas, no Novo Testamento, que narra o nascimento de Jesus em uma manjedoura e, a um versículo do Velho Testamento, que se refere a que o boi conhece seu dono, e o jumento conhece a manjedoura de seu patrão, ele idealizou a cena.
Pediu que fossem trazidos animais e os amarrou próximos a um casal local com seu filhinho. Eles representavam José, Maria e o Menino Jesus.
Como os Evangelhos se referem a magos e pastores, Francisco pediu a alguns frades que os representassem.
E, assim, naquela véspera de Natal do ano de 1223, Greccio se tornou uma nova Belém.
A pregação de Francisco, na noite iluminada por velas e tochas, foi sobre a humildade e a pobreza de Jesus.
Ao contrário da tônica severa das pregações medievais, ele falou da doçura de Jesus.
Era a mensagem de que Ele Se oferece para nascer no coração de cada homem, a cada dia.
Era a grande evocação ao nascimento do Ser mais perfeito que a Terra já conheceu.
Jesus não era o remoto fundador de uma grande religião. Ele viera para lecionar o amor, amando aos Seus irmãos, vivendo com eles, sofrendo-os e auxiliando-os.
Trazia Francisco, com aquela dramatização, a mensagem de uma nova forma de oração que se concentrava no nascimento de Jesus, Sua vida e Sua morte.
Findo o culto religioso da noite, Francisco ajudou o nobre a servir um banquete a todos os convidados. Para os animais, uma porção dupla de feno e aveia. Para os pássaros, do lado de fora, grãos foram lançados.
O amor de Jesus, personificado no Seu arauto de Assis, não esquecia criatura alguma. Todos eram irmãos. Todos criaturas de Deus, modeladas pelo amor do Pai.
Aquela comemoração, para Francisco, não era uma peça sentimental de teatro, mas a representação simbólica de algo que pode e deve ocorrer todos os dias: o nascimento de Jesus nos corações daqueles que o desejarem.
Ele trouxe o acontecimento do passado para o presente. Usou pessoas comuns em lugares comuns, com suas próprias roupas, para a dramatização.
Tudo isso para dizer que Jesus não era uma personalidade distante, nascida em um local distante. Era o amor presente na vida de cada um dos seres para os quais Ele viera.
Foi a partir dessa noite que a tradição do berço de Natal, da manjedoura, passou a ser uma das imagens religiosas mais conhecidas em todo o mundo, sendo reproduzida em telas, esculturas, impressa ou gravada, sempre com talento e emotividade.
Pensemos nisso e ofertemos o nosso coração a Jesus como a manjedoura mais doce e mais terna para o Seu nascimento em nós.
Porque... é Natal outra vez!
Redação do Momento Espírita

LISTA DE PRESENTES - ESPECIAL DE NATAL


Quando se aproxima o final do ano, costumamos fazer algumas listas que têm o objetivo de nos auxiliar a cumprir com os compromissos aos quais nos propusemos no decorrer do ano e que acabamos deixando para trás.
Nelas estão incluídas as promessas que fizemos e nem sequer nos movemos no sentido de cumpri-las. Lista de tarefas profissionais que foram inúmeras vezes deixadas em último lugar.
Lista de compromissos sociais diversas vezes adiados.
E, com a proximidade do Natal, vem também a lista de presentes.
Então, nos esmeramos na compra de lembranças e mimos para os familiares e amigos, em um gesto simbólico de comemoração do aniversário de nosso querido amigo Jesus.
Movidos pelo sentimento de caridade que nos envolve mais intensamente, nesta época do ano, muitos oferecemos lembranças àqueles menos favorecidos e aos desamparados.
Na ansiedade de não esquecer nenhum de nossos afetos, verificamos inúmeras vezes nossa lista.
Mas, num gesto de reflexão, poderíamos incluir em nossas anotações uma lista do quanto nos fizemos presentes na vida de todas as pessoas que nos cercam.
Com certeza constataríamos o quanto ofertamos de nós mesmos às pessoas que estimamos e também àquelas que, mesmo sem conhecermos muito bem, podem ter precisado de nós em algum momento.
Paremos para pensar o quanto nos fizemos presentes na vida de nossos filhos.
Se ainda crianças, reflitamos por quantas vezes estivemos ao lado deles brincando, dando-lhes bons exemplos, ensinando-lhes as verdades e também as coisinhas mais simples e importantes da vida.
Como observar e respeitar a natureza; ou oferecer um cumprimento sincero e afetuoso às pessoas.
Quantas vezes lhes ofertamos abraços carregados de afeto e dissemos a eles que os amamos?
O trabalho, a louça suja, a casa desarrumada podem esperar. A infância não, essa passa em um piscar de olhos e não volta mais.
Oferecemos aos nossos filhos jovens e aos nossos pais o presente da companhia desinteressada, do apoio nos momentos que precisaram?
Quantas vezes os incluímos em nossos planos diários? Telefonamos para eles apenas com o intuito de saber como estavam passando?
Aos amigos, oferecemos o presente da amizade sincera?
A prática da verdadeira caridade fez parte de nossos projetos?
Não sabemos o quanto nos demoraremos nesta existência, se teremos uma vida breve ou longa. Procuremos então não adiar esses verdadeiros presentes que somos capazes de oferecer ao nosso próximo.
As lembrançasque podemos comprar também têm o seu valor, e todos gostamos de recebê-las, pois demonstram carinho, afeto e gratidão.
Mas nada disso tem sentido se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes, a palavra que compreende, o olhar que conforta, o silêncio que respeita, a presença que acolhe e os braços que envolvem podem ter um valor imensamente maior do que qualquer presente material que ofertemos.
São essas atitudes que dão sentido à vida e fazem com que ela seja mais intensa, leve e feliz.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita