terça-feira, 14 de maio de 2013

COMPANHEIRISMO NA UMBANDA - PARTE II


Em diversos momentos dentro de uma Casa Umbandista podemos perceber demonstrações de companheirismo que não precisam estar diretamente ligadas à prática espiritual, mas que fazem toda a diferença na formação de um grupo coeso e harmonioso. Dentre elas podemos citar:

A CARONA:
Se nosso irmão se dispõe a nos ajudar com aquela “caroninha” providencial, faz parte de uma atitude de companheiro se questionar se está fazendo também o máximo para que ele não seja prejudicado. É importante que nos perguntemos se essa carona é realmente necessária ou se simplesmente nos é mais confortável; se não podemos facilitar o acesso desse irmão que quer nos ajudar sem que ele precise desviar seu caminho para que nos auxilie; se estamos fazendo tudo para que ele não tenha que modificar as suas atividades em função das nossas.
Não é “o não aceitar a ajuda”, mas sempre se preocupar em não causar problemas àquele que se preocupou com o nosso bem.

A LIMPEZA:
 Em Nossa Casa, graças à previsão de nossa Dirigente, podemos saber de todas as nossas atividades com bastante antecedência. Temos nossos horários, nossos calendários e tudo mais. Cumpri-los também é um ato de companheirismo. Preocuparmo-nos com a hora da nossa chegada, para que possamos estar prontos a auxiliar aqueles que fazem parte da mesma atividade, é muito importante. Prepararmo-nos para naquele dia estarmos à disposição do nosso grupo, é uma demonstração de lealdade e preocupação com o bem estar dos nossos irmãos.
Portanto, ser companheiro é estar presente, fazer sua parte com a mesma disposição que você faria se houvesse qualquer outra atividade que lhe aprouvesse. Ainda, em caso de impossibilidade de comparecer no dia da sua limpeza, ser companheiro é avisar com antecedência e mais, é procurar outro companheiro para lhe substituir sem que haja prejuízo aos que partilham com você da atividade.
A limpeza final de Nossa Casa também é muito importante. Precisamos nos preocupar em não deixar outros irmãos, que estão tão cansados quanto nós, se desgastarem ainda mais por falta no nosso auxílio na limpeza final. Na cozinha, é preciso limpar panelas, pia, chão, fogão, entre outros utensílios que se fizerem necessários. Atentar para a limpeza do banheiro é fundamental. Precisamos deixar a casa pronta para nossos irmãos, da forma que gostaríamos de encontrá-la se fôssemos nós a usar. A limpeza dela é parte do companheirismo com seu grupo.

O LANCHE
Ao final do dia em Nossa Casa, temos por costume lanchar juntos. Para isso, dividimos as responsabilidades do preparo do lanche a cada reunião que fazemos, através de uma escala de preparo. Além de preparar com carinho o alimento, ser companheiro é garantir que aqueles que têm a mesma responsabilidade que você não sejam prejudicados  por qualquer falha sua.
Na hora de prover o lanche, devemos estar preocupados em verificar as necessidades, em procurar nossos irmãos para providenciar os itens, em dividir as despesas para que ninguém seja sobrecarregado e em nunca esperar o outro nos busque para começarmos a se mobilizar. Devemos estar sempre preocupados em procurar os nossos irmãos antes que eles pensem em nos procurar. Faz parte do companheirismo se mostrar atento às suas responsabiliades, ou seja, um parceiro de verdade.
Na hora da distribuição do lanche é importante que lembremos que a fome que nós sentimos pode ser igual ou até mesmo menor do que a dos outros irmãos que também se alimentarão. Partilhar o alimento com igualdade é uma atitude fraterna que inspira cuidado e carinho com aquele que faz parte do seu grupo de auxílio.
Procuremos ser atenciosos com nossos irmãos. Perguntemos a eles se já se alimentaram, se estão com fome, com sede... Preocupemo-nos em saber se todos já comeram antes que desejemos repetir.
Preocupemo-nos sempre em garantir aos outros todos aqueles benefícios que gostaríamos que nos fossem garantidos. Isso é uma demonstração de companheirismo.

NA CHEGADA A CASA:
Pequenas atitudes têm muito significado para aqueles que recebem. Ao ver um irmão chegando a nossa casa carregando peso, é importante sabermos no que podemos ajudar.
Como é importante perguntar, de coração, como ele está, torcendo para que ele esteja sempre bem! Isso também é um ato de carinho.
Desejar bom dia, boa tarde, boa noite é fundamental.
Ainda, se preocupar com a limpeza de seu próprio corpo e de sua própria mente para não sobrecarregar energeticamente os irmãos, também é muito importante para garantir boas energias dentro da sua casa. Chegue em paz e transmita essa paz aos que te acompanharão.

COMPANHEIRISMO NA UMBANDA - PARTE III


NOS EVENTOS
Procurar estar presente naqueles dias em que os irmãos estarão trabalhando para a casa é uma demonstração de espírito de grupo e coletividade. Além disso, mostra que, independente do que aconteça, você estará ao lado de seu irmão defendendo a causa que abraçou junto com ele. Isso inspira a confiança e reforça a certeza de poder contar com o outro, fortalecendo os laços de companheirismo dentro da Casa.
A falta de um membro desfalca o grupo e faz toda a diferença na hora do trabalho. Cada um tem uma habilidade e consequentemente uma importância para o grupo do qual faz parte. Aquele que falta poderia ser aquele a levar água num momento de calor; a oferecer uma cadeira para pernas cansadas; seria aquele a molhar a cabeça daqueles que trabalham sob sol escaldante; a substituir um dos irmãos para que ele tivesse oportunidade de almoçar. Cada um, a seu modo, é parte do que o grupo representa. A falta de um causa um vazio inestimável no grupo.
Todos precisam agir juntos, pensar juntos e principalmente estar juntos para que a caridade seja completa. Companheirismo é pensar que, se seu irmão pode dedicar um pouco do tempo dele à causa que também foi abraçada por você, com certeza, se você dedicar um pouquinho do seu tempo para auxiliá-lo nas atividades, o resultado será muito mais positivo para ele, que terá a sua ajuda; para você, que terá aplicado seu tempo em benefício da coletividade; e para a caridade em geral, que gerará bons frutos através de um trabalho solidário e coletivo. Isso é ser companheiro.

NAS ATIVIDADES DA CASA:
Nos dias de atividade espiritual, um companheiro é aquele que se conecta a seus irmãos através de bons pensamentos e boas atitudes. É aquele que percebe as necessidades da casa e dos irmãos e procura agir para que tudo seja realizado da melhor forma. Seja como médium, mantendo bons pensamentos na corrente e respondendo às solicitações dos guias; Seja como cambono, auxiliando o trabalho das entidades e dos irmãos que, por ventura, precisem de auxílio ou instrução; Seja como consulente, cuidando para se manter sempre de acordo com o que determina a Casa.
Ser companheiro é lembrar a seu irmão algo que ele possa ter esquecido. É ajudar a procurar aquilo que ele não estiver achando. É se preocupar em fazer com que todos tenham as mesmas condições de trabalho que você. É auxiliar o crescimento daqueles que te procuram pedindo ajuda. É se dispor a vibrar junto com a casa para que seu irmãos possam receber o auxílio daqueles que te guiam. É não se negar a se doar quando alguém clama pela sua intersecção. Ser companheiro é simplesmente se entregar por completo àquele momento de fé, abdicando de você em benefício do outro.
Nos dias de recolhimento espiritual, o bom companheiro sabe que seu auxílio é fundamental para a evolução do seu irmão. Quer estar perto por se sentir feliz em participar do momento de fé de seu irmão. Ajuda no preparo antes, durante e depois que ele já estiver recolhido. E, acima de tudo, faz por ele tudo aquilo que julga ser importante também para si, simplesmente por amor.

O CUMPRIMENTO DAS MISSÕES RECEBIDAS:
Na Casa Espírita, para ser companheiro é preciso cooperar com o irmão para que a missão que foi designada a ele se cumpra da melhor forma. Não se deve esperar ser procurado pelos irmãos que tem por função administrar algo dentro a casa, mas cuidar para estar sempre em dia com as suas responsabilidades, não deixando cair sobre os ombros de seus irmãos a preocupação de buscá-lo, a fim de que consiga realizar a missão a qual foi designado.

O RELACIONAMENTO SOCIAL ENTRE OS IRMÃOS:
Em uma Casa Umbandista, assim como num núcleo familiar, a garantia de que o outro esteja bem é essencial para a tranqüilidade geral. É preciso buscar saber se o irmão está passando por alguma necessidade. Nunca inventar necessidades que não existam para que seu irmão não se preocupe desnecessariamente. Um companheiro de verdade é capaz de vibrar com as alegrias de seu irmão e se compadecer dele no caso de um momento ruim.
Ser companheiro não é julgar as atitudes do outro. Não é dizer o que seu irmão deve fazer ou agir, mas emprestar seu ouvido para que ele fale e seu ombro para que ele chore sempre que precisar.
Um companheiro de verdade fica junto nos momentos de saúde, mas também na ausência dela. Ele ora para que Deus interceda positivamente na cura daqueles que ama. Procura ser as pernas quando do irmão que não pode andar; as mãos daquele que não pode segurar; e os olhos daquele que não tem como vigiar. Principalmente, não mede esforços para buscar uma solução para o problema pelo qual ele está passando, seja buscando uma erva que possa ajudar, seja indicando um médico para que ele se cure, seja trazendo otimismo quando ele perder a esperança.
Mas também, por outro lado, o companheiro fiel é aquele que não utiliza a boa vontade do irmão para obter vantagens desnecessárias. Que reconhece os limites e se satisfaz com que o outro tem para dar. Que não tenta obter ganhos pessoais através da generosidade daquele que lhe estende a mão. Sabe reconhecer o auxílio que recebe, não querendo obter vantagens pessoais da ajuda do irmãos, através da atividade que ele realiza para sobreviver.
Enfim, o verdadeiro companheiro é aquele que reconhece os seus próprios defeitos e cuida para que eles não interfiram negativamente na vida daqueles que o cercam.

Bom irmãos, como é importante em uma Casa Umbandista, poder contar com irmãos especiais que sabem ser verdadeiros companheiros!  Como é bom saber que Deus está sempre ao nosso lado e, além disso, nos envia seus companheiros fiéis para que cuidem de nós, nos instruam e nos guiem os passos na estrada da vida. Como é bom poder contar com a proteção constante daqueles que estão ao nosso lado, mesmo que não os vejamos e saber que nos guardam mesmo quando não os compreendemos.
Numa Casa de Umbanda, além dos Espíritos de Luz, nossos companheiros fiéis, podemos contar com o Dirigente Espiritual e com os irmãos da corrente. Quando pertencemos a um grupo como esse, precisamos vigiar para assumir com o coração a filosofia, a disciplina e o trabalho da Casa. Não podemos permitir que um irmão se esforce em nos ensinar, se doe e ofereça seu tempo e amor para ajudar na evolução de toda a Casa, enquanto nós nos permitimos o desvio de conduta, agindo de forma independente da vibração harmoniosa da Corrente. Isso não é ser companheiro. É preciso comprometimento no cuidado com sua família espiritual. É fundamental exercer a fidelidade ao Guia Chefe, ao Dirigente, e aos irmãos da corrente, mostrando maturidade suficiente para abdicar de si em função do próximo.
Lembremo-nos de valorizar as atitudes de nossos irmãos, afinal, eles fazem porque nos amam, não porque são obrigados. Façamos jus à confiança que eles depositam em nós, pois os verdadeiros companheiros de jornada são aqueles que se atraem desinteressadamente, dando valor à lealdade, à empatia e à honestidade.
No fim, é o companheirismo que faz de um grupo uma unidade de amor. É ele que reforça a solidariedade e incentiva a prática do bem. E é ele que une nossos corpos e nossos Espíritos em torno de um único sentimento fraterno e indestrutível que é o Amor!

sábado, 11 de maio de 2013

sexta-feira, 10 de maio de 2013

UMA HISTÓRIA VERÍDICA



Um casal de ateus tinha um filho e jamais havia dito sequer uma palavra de Deus para a criança.
Uma noite, quando o menino contava com seus 5 anos de idade, em meio a uma briga, o pai atirou na mãe, na frente da criança, e depois se matou.
O menino assistiu a tudo
Após a tragédia, ele foi mandado para um orfanato.
A senhora que era muito cristã e devota, apresentou Deus para ele.
Mostrando uma foto de Jesus às crianças, questionou:
- Alguém sabe me dizer quem é este?
E o menino levantou a mãozinha e disse:
- Eu conheço, é o homem que estava me segurando no colo no dia que meus pais morreram. 
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Todo o bem que pudermos fazer, toda a ternura que pudermos dar a um ser humano, que o façamos agora, neste momento, porque podemos não passar duas vezes pelo mesmo caminho.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

CONCÓRDIA NA UMBANDA - PARTE I


A CONCÓRDIA NÃO ESTÁ EM ACEITAR COMO SUA,
A VERDADE DO OUTRO.
MAS EM TRABALHAR A SUA VERDADE
EM BENEFÍCIO DO BEM DE TODOS!


Era um dia lindo de Sol e mais um anjo chegava à Terra... Nascia Mariana!
Tão esperada por seus pais, familiares, amigos... Era mais um anjo que chegava para trazer alegria para aquela família!
Sua infância naquela casa foi muito feliz... Brincando de corda na rua de paralelepípedos era observada pelo olhar cuidadoso de D. Marizé, sua avó amada, que sentada na calçada, encantava-se com as brincadeiras da criança! Como era sábia D. Marizé! Só de olhar o brilho de Mariana já descobrira que ela era sim, uma menina diferente das outras de sua idade!
 Mariana era uma menina linda, com cachinhos castanhos e alegria nos olhos de tom amendoado...   Sua presença iluminava aquela casa! Era o orgulho de sua mãe e de sua amada avó! Seu destino estava escrito nas estrelas... Uma linda história de vida começava a ilustrar as páginas rabiscadas pela presença daquela doce criança que em breve se tornaria uma adolescente.
A sua família morava num bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. Era uma família relativamente feliz, com seus problemas normais que toda família tem, mas feliz. Desde nova, D. Marizé sempre ensinou a seus filhos as palavras de Jesus, que aprendera com sua mãe. Nunca teve uma religião definida e talvez por isso nunca tenha ensinado a religião para seus filhos, apenas a palavra de Deus já lhe bastava... Fazia suas orações como se conversasse com Deus e elas eram sempre sinceras e de coração.
D. Marizé teve quatro filhos. Amélia, Leonor, Maurinho e José Mário.  Perdeu seu marido logo cedo, mas com os frutos de seu trabalho de lavadeira conseguiu o suficiente para dar-lhes de comer, de vestir e o mais importante, que nenhum dinheiro no mundo compraria... Caráter. Com o tempo, cada um de seus filhos foi arrumando sua vida e realizando suas próprias conquistas e com elas, vieram também as escolhas. Trabalhando desde cedo para ajudar D. Marizé, cada um deles seguiu por um rumo diferente.
José Mário, o mais novo, se envolveu com essas coisas de esporte... Ele tinha uma voz linda. Sabe aquelas vozes que ecoam dentro dos corações? Pois é... A de José Mário era assim. Essa voz o levou rapidamente a trabalhar como radialista numa emissora de esportes! Não demorou muito para que percebessem seu potencial e convidassem-no para participar da “HORA DA AVE MARIA”, que pontualmente acontecia às 18h todos os dias. Ele sempre fazia seu trabalho de todo coração e sua ligação com a Religião Católica se fortalecia a cada dia. De tão forte que passou a ser a sua crença na Igreja Católica, acabou por incentivar Amélia a frequentar as missas do Padre Olavo, religioso bastante respeitado em toda a paróquia local.
Amélia era a mãe de Mariana. Apresentada à Igreja por José Mario, teve sua fé tão fortalecida que passou a trabalhar pela Igreja, sendo voluntária em diversas atividades. Coordenava grupos de orações e organizava procissões como ninguém. Levava Mariana e Felipe, seu filho mais novo, sempre que podia para a Igreja. Incentivou-os a realizar todos os sacramentos que a Igreja permitia! Assim como a mãe, mariana e Felipe passaram a entender sua fé da forma ensinada pelo Catolicismo.
Já Leonor se casou com uma pessoa bastante difícil de lidar. Seu marido Anselmo era mecânico de automóveis e nas horas vagas gostava mesmo de uma sinuquinha com os amigos e um bom bate-papo até altas horas da madrugada nas vizinhanças daquele bairro, que de boêmio só havia os velhos botequins da rua da barbearia. O jeito de Anselmo sempre preocupou muito Leonor, mas o seu pior momento foi quando se envolveu em uma briga e foi atingido por uma garrafa quebrada que quase retirou sua vida. Imediatamente foi parar no pronto socorro do bairro, onde passou a ocupar um leito da enfermaria. Nesse período, com Anselmo entre a vida e a morte, um grupo de Evangélicos da Igreja que ficava próxima à praça principal do bairro, entrou na enfermaria em que ele estava sendo tratado e perguntou quanto tempo ele ainda ia demorar pra aceitar Jesus como seu salvador! Não se sabe o que passou na cabeça de Anselmo, mas depois daquela pergunta, como se um filme passasse em sua mente, ele enxergou o que vinha fazendo com sua família e passou a frequentar, junto com Leonor, os cultos todas as quintas-feiras, Dia da Vitória, da Unção e da Libertação na Assembleia do seu bairro. Agradecida por Anselmo ter largado aquela vida que levava antes, Leonor passou a ser Evangélica e a colocar sua fé em ação através da sua Igreja.
Já Maurinho nunca foi muito dado às crenças religiosas. Sempre achou que a independência era o seu futuro e na sua profissão de caminhoneiro, se mandou por esse mundo à fora esperando o que a sorte lhe reservasse. Seu bom coração e os ensinamentos de D. Marizé não permitiam que ele se perdesse em suas atitudes, mas também não faziam com que ele acreditasse que suas conquistas tinham algo a ver com esse Deus que sua família insistia em acreditar. Era feliz assim e pronto.
Naquela família, até mesmo porque não tinham conhecimento sobre religião, tiveram dificuldade em chegar a um consenso sobre o que era certo ou errado. Toda vez que precisavam resolver alguma situação era aquela dificuldade! Leonor e Anselmo não perdiam tempo em dizer: “leva fulana na minha Igreja que o Pastor resolve!”. Amélia e José Mário, seguidos por Mariana e Felipe, achavam que não havia nada que um rosário bem rezado não pudesse aliviar! Já Maurinho nem queria se envolver nesse tipo de conversa... E nesse conflito de vontades e achismos, acabaram tornando suas crenças uma distância entre eles. Aos poucos pararam de resolver as coisas juntos e já não concordavam em mais nada. Um sempre achava que o outro estava querendo saber mais e entender melhor o que acontecia e, para evitar brigas desnecessárias, acabaram por se afastar.

CONCÓRDIA NA UMBANDA - PARTE II



Entretanto, mesmo em meio a essa falta de ligação entre os membros da família, ainda havia Mariana, que nunca se dava por vencida e procurava entender o mundo de vários pontos de vistas e com a alegria que lhe era peculiar! Foi quando Mariana se tornou uma incrível jornalista. Sabem aquelas jornalistas que não se cansam até encontrar a verdade dos fatos? Daquelas que investigam a fundo os acontecimentos até que não haja mais dúvidas sobre eles? Pois é. Mariana era assim. Excelente profissional, passou a escrever sobre as artes, sobre o ser humano e sobre tudo aquilo que norteava o comportamento das pessoas na sociedade. Estudou um pouco de tudo, de ciência, de história, de psicologia e até mesmo um pouco das religiões. No seu íntimo, ela buscava resposta para os seus anseios e tentava transmitir essas respostas para todos através das da coluna que passou a publicar na Superinteressante.
Apesar do seu sucesso profissional, o que mais chamava atenção em si eram os conceitos que havia aprendido com sua mãe sobre a vida e principalmente com sua avó Marizé. Era uma pessoa esclarecida e tinha a sua fé forte dentro do coração. Apesar de sua criação católica por Amélia, em suas palavras deixava transparecer uma crença em algo ainda maior. Era comum ver Mariana falando de energias positivas, de inspirações divinas e de algo que a movia, que não vinha só de dentro pra fora, mas também do Universo para si, como um sopro de vida que não se esgotava no seu próprio corpo, mas em algo muito maior.
Mas como a vida por vezes nos reserva surpresas, com Mariana também não foi diferente. Sua avó Marizé, já com idade bastante avançada, acabou por fazer a passagem enquanto dormia certa noite. Foi um choque pra toda família! Como Mariana sofreu aquela perda que parecia insuportável! Era ela que auxiliava sua mãe naquele momento de dor em que também precisava de um ombro amigo para encostar e chorar. E como um anjo em sua vida, apareceu Alice, sua amiga de infância, que ao saber da sua perda, correu para perto de Mariana para oferecer-lhe ajuda. Emprestou-lhe seus ouvidos por horas e horas para que ela se sentisse melhor.
Alice era de uma família espírita bastante esclarecida sobre a moral de Jesus. Ouvindo as lamentações tristes, mas também esperançosas, de Mariana e observando que tudo aquilo que ela falava era muito próximo dos ensinamentos aprendidos com sua família, Alice, na ânsia de ajudar Mariana a compreender melhor aquele momento de angústia que ela passava, orientou a amiga a procurar o centro espírita que seus pais frequentavam. E assim foi feito.
Mariana, que já não andava tão satisfeita com as explicações que lhe eram oferecidas por sua religião, em sua eterna busca pelo entendimento visitou o Centro Espírita Ramatis, onde passou a aprender sobre a Doutrina Espírita. Compreendeu a vida após a morte e a presença dos espíritos em sua vida e passou a aceitar melhor a falta que sua avó lhe fazia! Encantou-se por todo aquele novo universo que se descortinava aos seus olhos e descobriu que dentro de si também estava latente uma força que transcendia seu corpo e sua mente... Descobriu-se médium.
Eram tantas sensações novas, tantas descobertas... Insaciável como só ela, buscava sempre compreender mais e melhor. Estudava os livros. Lia sobre as sensações da mediunidade. Mas tudo se descrevia de forma sutil. Bem mais sutil do que a energia que passou a sentir percorrendo seu corpo e a fazendo vibrar dentro daquela casa espírita. Em pouco tempo, começou novamente a perceber que algo lhe faltava.
Faltava-lhe o contato. Faltava-lhe a troca da energia. Faltava deixar fluir através de seu corpo as sensações que a natureza lhe trazia. A vibração da sua casa espírita era maravilhosa. Mas o que sentia dentro de seu coração é que essa energia se intensificava ainda mais quando fazia suas orações em meio à natureza. O cheiro da mata a transformava. Pisar na areia gelada no final da tarde a fazia arrepiar até o último fio de cabelo... Era muito forte o que sentia. Questionava-se se as outras pessoas sentiam da mesma forma. Resolveu então conversar sobre isso com Alice, que então decidiu levá-la a um Centro Espírita Umbandista, que ficava no mesmo bairro em que Mariana morava, logo ali, subindo a rua de sua casa. E assim fizeram.
Chegando lá, Mariana se sentiu pisando sobre um solo sagrado e aquelas energias que costumava perceber em meio à natureza, de repente tomaram conta de seu corpo trazendo para si um turbilhão de fortes emoções que nunca havia sentido anteriormente. Era como estivesse chegando em casa depois de passar um longo tempo afastada. E ali ela teve a certeza! Era seu caminho.
Foi recebida pela dirigente daquela casa como uma filha recém-chegada, que após uma longa jornada, retornava ao seio familiar. Sua alegria era indescritível, mas a única coisa em que podia pensar naquele momento era que o abraço de sua avó Marizé, que nunca mais pôde sentir, seria dado a partir daquele momento pelos braços dos vovôs e vovós que cuidariam dela dali em diante.
Sua satisfação era tão grande que não se continha em seus próprios aprendizados. Passou a utilizar a sua coluna na revista para explicar para outras pessoas aquilo que acontecia com ela, afinal, outros poderiam estar passando por situações parecidas! O estudo se intensificava e com ele a sua ligação com o mundo espiritual também.



CONCÓRDIA NA UMBANDA - PARTE III



Em casa, Mariana não buscava apresentar a Umbanda para ninguém, a não ser que fosse perguntada sobre sua religião.  Foi desse jeito que Felipe passou a conhecer o Centro Umbandista que frequentava. Vendo a transformação no semblante de sua irmã, passou a entender a sua religião, a respeitar suas escolhas e a se fazer presente nos momentos importantes para a irmã que tanto amava. O restante de sua família não a compreendia, mas ela tinha a certeza de que um dia todos aprenderiam o mais importante sobre sua crença.
Certo dia, sua mãe Amélia adoeceu gravemente. Foi um enorme choque para Mariana, pois foi tão de repente que não pôde perceber que a doença se aproximava. Era algo no sangue, ainda pouco conhecido, que tomava conta de seu corpo pouco a pouco. Amélia já não tinha forças para mais nada. Nem mesmo fazer sua própria comida, uma sopa rala de inhame, ela conseguia fazer. As dores eram muito intensas e as chagas em seu corpo começavam a se abrir.
Mariana, sem saber a quem mais recorrer, pois já tinha visitado todos os tipos de médicos que conhecia, correu para os braços de sua dirigente e se pôs a chorar, pois sabia que algo muito sério estava acontecendo com sua mãe. Seu maior desespero era saber que por mais que quisesse, sua mãe nunca aceitaria entrar no seu Centro de Umbanda. Após acalmá-la, D. Rose, uma senhora já de idade avançada, que tinha muito mais de conhecimento e espiritualidade do que tinha de idade, sugeriu a ela que fosse feita uma intervenção curadora à distância em sua mãe. Para isso só precisaria de um lençol branco, um copo de água na cabeceira e muita fé. Pediu a Mariana que junto com sua família, passasse a noite em oração em benefício da saúde de sua mãe. Pediu ainda que reunisse o maior número de pessoas que amassem sua mãe para formar uma corrente vibratória forte naquele dia em que os caboclos e médicos do espaço tentariam ajudá-la.
Dito e feito. Mariana não pensou duas vezes antes de ligar para seus tios e primos, que vieram sem demora orar pela recuperação de Amélia. Reunidos na sala estavam José Mario, com o seu inseparável rosário de cristal, com o qual orava com toda a sua fé; Leonor e Anselmo, com as mãos apoiadas sobre a Bíblia fazendo suas súplicas a seu Salvador; Felipe agarrado à irmã, pedia pela recuperação de sua mãe e até Maurinho, que dirigiu horas e horas pela BR-101 para enviar seus bons pensamentos a sua amada irmã, tentava do seu jeito contribuir para que tudo desse certo.
Naquele momento não houve diferenças entre eles. Todos concordavam em seus objetivos. Não havia melhor nem pior, certo ou errado. O que havia era uma família que pedia a uma mesma força superior, pela recuperação do mesmo ser amado. Todos concordavam a respeito da fé! Todos confiavam que algo ia acontecer e dar certo, independentemente de como acontecesse.
No dia seguinte à corrente de orações, percebia-se animação na voz de Amélia. Em pouco tempo suas chagas começaram a se fechar e os tratamentos médicos voltaram a fazer efeito. Alguns acreditavam em milagres, outros em sorte... Mas o que ficava mesmo para Mariana era que o que atuou sobre sua mãe foi a força de um amor forte e indestrutível. Quando todos abdicaram de seus próprios conceitos em favor de outra pessoa que amavam e se dedicaram aquela pessoa com toda a foça do coração, houve um momento de concórdia. Um momento em que as forças se uniram em torno de um mesmo objetivo. E foi ali que Deus se fez maior.
Desde então, após a recuperação de Amélia, todos voltaram a se falar e comemorar os Natais na casa que pertenceu à D. Marizé. Naquele ano, quem preparou a Ceia de Natal foi Amélia, que fez questão de retribuir o amor dedicado a ela, por cada uma das queridas pessoas que a amaram tão intensamente. Mesa posta e todos reunidos ao seu redor, era chegada a hora da Oração de Natal. Agradecida a todos pela oportunidade que estava tendo naquele momento, Mariana ergueu sua taça de vinho à mesa, convidando a todos para que, cada um do seu jeito, comemorassem a vida daquele que padeceu na cruz para que enfim, pudesse haver a concórdia entre todos os homens de bem. E assim se fez. Cada um com sua crença, com sua fé, mas principalmente, com um só coração e um só pensamento.
E no fim, todos retornaram às suas vidas, às suas rotinas, às suas religiões sem nunca mais deixar que as pequenas diferenças apagassem de seus corações o maior símbolo de concórdia que aquela família conheceu: A FÉ EM DEUS E EM SEU AMOR INCONDICIONAL!
SALVE A UMBANDA E CONCÓRDIA PARA TODOS OS POVOS!

Com amor,
Nise.

sábado, 4 de maio de 2013

13 REFLEXÕES PARA VIVER


(Um texto de Gabriel Garcia Marques)

1) Amam-te não por quem você é, mas por quem são quando estão contigo!
2) Nenhuma pessoa merece tuas lágrimas. Quem as merece não te faz chorar!
3) Só porque alguém não te ama como você deseja, não significa que não te ame com todo o seu ser.
4) Um verdadeiro amigo é quem te pega a mão e te toca o coração.
5) A pior forma de sentir falta de alguém é estar sentado a seu lado e saber que nunca poderá tê-lo.
6) Nunca deixe de sorrir, nem mesmo quando estiver triste, pois nunca se sabe quem poderá aproveitar o seu sorriso.
7) Pode ser somente uma pessoa para o mundo, mas para alguma pessoa você é o mundo.
8) Não passe o tempo com alguém que não esteja disposto a passá-lo contigo.
9) Quem sabe Deus queira que você conheça muita gente errada antes que conheça a pessoa adequada para que, quando enfim a conhecer, saiba ser a certa?
10) Não chore pelo que já terminou, sorria pelo que aconteceu.
11) Sempre haverá gente que vai te machucar. Assim, o que precisa fazer é seguir confiando e só ser duas vezes mais cuidadoso em quem confiar de novo.
12) Torne-se uma pessoa melhor e se assegure de conhecer a si mesmo antes de conhecer mais alguém e esperar que essa pessoa saiba quem você é.
13) Não sofra tanto, as melhores coisas acontecem quando menos se espera. Tudo o que acontece, se faz por alguma razão...

ACREDITE EM DEUS!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

INTUIÇÃO OU INSPIRAÇÃO?

(Tema enviado por Wânia com inspiração em vários outros textos)




Você já se pegou com aquela impressão de que não deveria entrar naquela rua, de que seria melhor seguir adiante e entrar na próxima? Que seria melhor não estacionar naquele lugar? Que naquele dia seria melhor só sair de casa, por extrema necessidade? Certamente, todos nós, já tivemos uma sensação dessas...
Então, como compreender esses “alertas”, aos quais muitas vezes não damos muita atenção, mas e que são super importantes em nossas vidas?  Simplesmente prestando mais atenção a voz interior chamada INTUIÇÃO!
  Intuição é quando nosso coração resolve dar um pulinho no futuro, regressando rapidamente.
Hoje, abordarei esse assunto que acredito ser do interesse de todos...

QUAL A DIFERENÇA DE INTUIÇÃO E INSPIRAÇÃO?

·       Intuição:
Conhecimento imediato e direto que coloca no mesmo momento o Espírito em presença de seu objeto. Faz ligação entre a mente (física) e o intelecto (espiritual). Ela vem de uma série de conhecimentos adquiridos ao longo de múltiplas experiências do Ser. É algo que lhe aflora à mente espontaneamente. De dentro para fora. Segundo o Livro dos Espíritos, se tem acesso à intuição, quando se acorda de um sono em que não se pode recordar de um sonho e de repente, apesar da lembrança nos faltar, as idéias passam a estar espontaneamente em nossos pensamentos, como resultado de uma experiência vivida e guardada para a hora de ser aplicada. Quando precisamos, ela simplesmente está lá. Pronta para ser utilizada... Assim, entende-se que é a intuição simplesmente venha à mente, sem necessidade de ser transmitida por outra mente, uma vez que faz parte dos conhecimentos adquiridos ao longo da jornada evolutiva de cada um.
·       Inspiração:
No dicionário se entende como sugestão, conselho... Porém, como a própria palavra diz, inspirar vem de “desinspirare”, ou introduzir ar... O que nos leva a entender a inspiração como “o soprar para dentro”. Estado de exaltação emotiva, de íntima e misteriosa iluminação... É aquilo que buscamos, não dentro de nós, mas ao nosso redor para produzir resultados esperados... A luz da idéia, o ponto inicial do pensar... Segundo Chico Xavier, em seu livro Seara dos médiuns (Emmanuel), inspiração é a equipe dos pensamentos alheios que aceitamos ou procuramos... Inspiração é simplesmente a forma dos Espíritos nos transmitirem seus avisos, ensinamentos e instruções. Nós, recebemos as idéias espontaneamente, como numa transmissão instantânea de uma mente para outra, como um sopro de luz dos amigos espirituais.
Portanto, toda vez que rogarmos a Deus, pedindo por ajuda , lembremos de que pedimos por inspiração... Peçamos para que os bons Espíritos nos inspirem bons pensamentos, que nos ajudem a organizar nossos próprios conhecimentos para alcançarmos a intuição no momento preciso e, sobretudo, em favor do esclarecimento do próximo. 
Se nos esforçarmos para que nosso pensamento alcance os nossos mais íntimos sentimentos guardados ao longo da jornada, em breve sentiremos que teremos novos entendimentos sobre a vida, aumentaremos nossa percepção sobre o meio em que vivemos até que passaremos a reconhecer nossas intuições...
Quanto mais nos purificarmos moralmente, mais sensível ficamos às nossas intuições e às inspirações dos amigos espirituais e mais fácil fica enxergar a solução para nossos problemas, que deixam de ser problemas e se tornam novas experiências...
Quando dormimos, temos contato com aspectos da vida espiritual da qual, muitas vezes, não podemos trazer recordações. Entretanto, o entendimento sempre persiste, nunca se perde no vento. Ele permanece no fundo de nosso ser e nos abre as portas da intuição para a compreensão das nossas escolhas e das inspirações que recebemos e que poderiam nos parecer impensáveis anteriormente.
Na Umbanda é o que acontece quando nos recolhemos espiritualmente. Ficamos mais desligados da matéria e alçamos lugares de aprendizado e resgate. Durante o repouso do corpo físico, o Espírito parte em direção à vida Espiritual, num intercâmbio de atividades, entendimentos e trabalho produtivo em prol de nosso crescimento e crescimento daqueles que são ligados espiritualmente a nós. Muitas vezes não recordamos o que acontece! Mas ficamos tão energizados naquele momento, que a vivência espiritual passa a ser mais intensa do que a de uma simples noite de sono! Criamos novos cenários mentais, somos instruídos a respeito de nossas vidas e guardamos dentro de nós tudo aquilo que o Pai nos permite vivenciar nesse momento sublime! E tudo isso, um dia, age a nosso favor em forma de intuição...
Como diria André Luiz, a intuição é uma manifestação de nossa ”alma”, reflexo da inteligência Divina que habita em nós, por isso, transcende os limites da razão. Se soubéssemos usar a intuição, poderíamos amenizar diversos problemas que nos angustiam diariamente, mas, normalmente, pedimos ajuda espiritual em momentos de aflição, e, dessa forma, não captamos a inspiração claramente. Precisamos nos conectar com a nossa intuição, no fundo de nossas almas. Precisamos estar tranquilos e com os nossos campos energéticos em harmonia. Só assim criaremos a confiança suficiente que nos dará tranquilidade para captar as inspirações Divinas.
Deveríamos utilizar melhor as inspirações de nossos amigos Espirituais, guias, mentores, entidades de luz... Mas muitas vezes não as reconhecemos e não entendemos as mensagens enviadas pelos bons Espíritos. Então... Como saber se a intuição é fruto da inspiração de um Espírito ou de nossa própria mente? É fácil entender... Para que diferenciemos nossas intuições de inspirações, precisamos nos conhecer profundamente. Saber nossas razões, opiniões e conceitos sobre a vida e principalmente, entender nossas próprias fraquezas, defeitos, dúvidas e incertezas! Ao reconhecer algo diferente do nosso entendimento anterior, verificamos a ajuda daqueles que nos inspiram.
Outra questão importante sobre o tema é o que se refere diferença entre as boas e más inspirações. Muitas vezes passam pelo pensamento das pessoas coisas não tão boas. Esse pensamento pode ser algo nosso, interno... Mas para evitá-lo basta que tenhamos a consciência de seguir a boa moral, os bons princípios e os ensinamentos que Jesus trouxe para a Humanidade. É pesar o caráter e procurar ter bons pensamentos e boas atitudes perante à vida.
Já em relação às más inspirações (que muitas vezes conhecemos pelo nome de obsessão), precisamos utilizar o velho e bom “ORAR E VIGIAR”, para que não abramos canais para a entrada de energias ruins. Se não nos deixarmos entrar em sintonia com as baixas vibrações, não poderá ser formado o elo comunicativo entre o Espírito inferior e o Ser humano, pois só se comunicam aqueles que atingem o mesmo padrão vibratório. Para que isso não aconteça, precisamos tomar todo cuidado necessário.
Na vida devemos manter as boas atitudes e a postura otimista diante dos fatos e acontecimentos. Se buscarmos a tristeza, atrairemos aqueles que se comprazem na depressão. Se buscarmos a vingança, aproximaremos aqueles de coração amargurado e tomados pelo ódio. Raiva? Só nos aproxima dos irados e cegos perante a beleza do Universo. Pra que? Faça vibrar ao seu redor aquilo que te faz bem. Doe boas energias que receberá na mesma proporção.
Na vivência religiosa, além daquilo que precisamos fazer para nos resguardar na vida, ainda temos outros procedimentos muito utilizados na Umbanda, como a preparação do corpo e da mente para as comunicações mediúnicas. Antes do início das reuniões mediúnicas precisamos manter nosso preceito, estar com o corpo limpo, com a mente livre dos problemas externos e manter o equilíbrio e o bom relacionamento com aqueles que formarão a corrente energética. Como você quer que um Ser de luz se aproxime de você se você não se mantém repleto de boas energias? Seu corpo será o templo para as manifestações de energias superiores. Prepare-se para elas. Faça questão de oferecer o melhor, pois a todo tempo você só recebe o melhor daqueles que o guiam! Se permita vibrar positivamente como a sua casa espiritual também vibra e você estará protegido contra as más influências que possam querer perturbá-lo.
Simples assim...
Por fim, é importante saber que temos que fazer a nossa parte. Para que a intuição aflore, precisamos ter fé. De que adianta  pedir para ser inspirado em algo, se no fundo não acreditamos que seja possível? É a mesma coisa que dizer que quando oramos sem fé, o pedido passa a ser sem efeito...
Bem, espero ter ajudado a esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto.
Até breve!

Fontes de pesquisa:
- Revista Cristã de Espiritismo
- Dicionários de Filosofia e Ciências Culturais.
- Ensinamentos aprendidos no CEENC